AS RELAÇÕES DO AGRONEGÓCIO COM O ESTADO SOB A HEGEMONIA POLÍTICA DO CAPITAL FINANCEIRO INTERNACIONAL NOS PRIMEIROS ATOS DO TERCEIRO GOVERNO LULA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6997Palavras-chave:
governo Lula, agronegócio, capital financeiro, bloco no poder, financeirizaçãoResumo
A ascensão de Lula da Silva para o terceiro mandato presidencial ocorre em meio a uma conjuntura histórica dotada de conflitos de classe emergentes e movimentos econômicos dinamizados, como a financeirização e a estrangeirização das terras e a financeirização da agricultura. Por constituírem o papel importante na consolidação politico-ideológica do agronegócio, parte-se da hipótese de que tais efeitos incidem sobre a conformação do bloco no poder do Estado brasileiro. Com isso, a partir de uma revisão bibliográfica e uma análise documental por fontes secundárias, a pesquisa busca investigar os alinhamentos e os conflitos políticos da fração de classe do agronegócio com os interesses da fração burguesa associada ao capital internacional. A manifestação das frações de classe que compõem o agronegócio como “concertação política” consolidada na cena política representativa, se dá tanto pela sua atuação no poder executivo, como sua presença expressiva no Congresso Nacional. Deve-se considerar, no entanto, que a fração de classe hegemônica no modelo liberal periférico é a grande burguesia associada, que, por sua vez, detém o poder político e representa interesses do capital financeiro internacional, em última instância.
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