COMPONENTES DA AÇÃO COLETIVA DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA: LEGITIMIDADE POLÍTICA E PODER DISTRIBUÍDO
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6865Palavras-chave:
Indústria, burguesia, ação coletiva, representação, corporativismoResumo
A partir do diálogo com interpretações sobre a ação coletiva da CNI, como a de Mancuso (2007a), ou da recente combinação desta com a de Boito Jr (2018) sobre conflitos de classe, esta pesquisa entende a ação lobista da entidade como elemento de recuperação da legitimidade política de seu grupo dirigente, enfatizando a responsividade e potencial controle das ações deste pela pequena e média burguesia. Analisa-se dois componentes da ação coletiva da CNI a partir de sua mobilização e organização (Tilly, 1978) através de interpretação da bibliografia pertinente, entrevistas e documentos da CNI. A mudança na organização da entidade é revelada através da mutação de sua estrutura interna a partir dos anos 1990, levando à retomada de sua legitimidade política frente a potenciais representados. Esse processo calca-se em acordos de cavalheiros feitos numa rede de mobilização marcada pelo poder distribuído, que possui dois formatos: um no Sul e Sudeste; outro espraiado pelo país. Isso reverbera em querelas entre grupos regionais de empresários pelo controle dos recursos da CNI. Conclui-se a necessidade de verificar empiricamente relações de representação na cena política a fim de vislumbrar seus possíveis deslocamentos em relação às práticas políticas de uma classe no bloco no poder.
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Números do Financiamento 88887.689354/2022-00
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