“IN MEMORIAM 1956. OKTÓBER 25.”: O MUSEU COMO INSTRUMENTO DE ESQUECIMENTO EM BUDAPESTE
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6815Palavras-chave:
estudos da memória, política simbólica, museu, revolução de 1956, espaços públicosResumo
Em 2011, iniciou-se a reconfiguração da Praça Kossuth em Budapeste. O objetivo era devolver à Praça a imagem que tinha em 1944, ano em que o preâmbulo da Constituição de 2010 afirma que a Hungria perdeu a sua soberania. Em detrimento da sua contemporaneidade, autenticidade, harmonia e valor de patrimônio, a Praça e seus elementos foram reorganizados individual e coletivamente para atender à estratégia política do governo de Viktor Orbán. Nossa pesquisa investiga a transferência em 2014 do túmulo simbólico das vítimas do massacre de 1956, uma obra de Laszló Gömbos e Imre Makovesz de 1991, da Praça para a exibição-memorial “In memoriam 1956. Október 25.”, construído pelo Programa Imre Steindl no subsolo da Praça. Usamos como referência a definição de museu divulgada pelo ICOM e a literatura dos estudos da memória e da política simbólica húngara pós democratização para analisar o processo de mudança e problematizar se o museu foi utilizado como um lugar de preservação da memória ou um lugar de domínio territorial e poder. A revisão bibliográfica, as visitas à Praça na última década e a busca online por palavras-chave ampliada em método de “bola de neve” foram as nossas fontes de pesquisa. A partir de uma avaliação crítica e a problematização da nova configuração da Praça resultante das intervenções do Programa Steindl, pretendemos demonstrar como a promessa de “melhor acomodar o patrimônio e a memória” pode contribuir para o controle sobre os discursos das memórias da Revolução de 1956.
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Copyright (c) 2023 Graziela Ares, Denise Grinspum

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Números do Financiamento 2023.00349.BD
Plaudit
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