DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoao396338461
Terapeutas cansadas: da precariedade do trabalho à precariedade da assistência na indústria do autismo
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6634Palavras-chave:
Cuidado da Criança, Experiências Adversas da Infância, Transtornos do Neurodesenvolvimento, Emprego/Precarização do TrabalhoResumo
O modelo de terapias especializadas para aquisição de habilidades para crianças, especialmente autistas, está crescendo sob a lógica neoliberal. Profissionais da saúde vivenciam a precarização do seu trabalho, com repercussões no cuidado de sua saúde e das crianças e famílias. Para aprofundar a compreensão de tais aspectos, esta pesquisa qualitativa, documental e retrospectiva, analisou 131 relatos de terapeutas de uma mídia social, sob as condições, dimensões e precarização do trabalho e dimensões históricas, políticas e desafios contemporâneos da assistência. Os resultados evidenciam cinco temas sobre a precarização do trabalho, e três abordando violência e violação dos direitos das crianças, institucionalização e a precarização das relações. Discute-se como a relação entre trabalho precário e assistência na "indústria do autismo" afeta profissionais, crianças e suas famílias. Para superar condutas históricas institucionalizantes e promover um cuidado efetivo, integrado às vivências e demandas cotidianas das crianças, discute-se a urgência do envolvimento de todos a quem essa questão interessa para encontrar soluções dignas diante da gravidade do problema em pauta.
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Copyright (c) 2023 Thamy Eduarda Ricci, Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, Leila Maria Quiles Cestari, Taís Quevedo Marcolino, Marina Batista Chaves Azevedo de Souza

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