DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/01031813v62220238671386
MICROFONE ABERTO
DOI:
https://doi.org/10.1590/01031813v62220238671386Palavras-chave:
microfone aberto, sarau, poeta, Édouard Glissant, re-existênciaResumo
Microfone Aberto é um dispositivo-arte dos saraus que acontecem na periferia de Fortaleza (CE). Neste texto, tecemos uma escrita-acontecimento da pesquisa que vem sendo realizada junto às coletivas de artistas que se encontram nesse espaço em relação ao qual se afirma uma política de re-existência. A palavra incorporada, imageada e transmutada em canto ecoa à margem do Estado e suas instituições, arquiteturas moderno-colonial-capitalistas, para além das fortificações que amarram a política e a crítica na arquitetura colonial do tempo presente, tempo linear e de repetição da engrenagem necropolítica das ficções de poder que cerceiam as vozes da periferia. Pensamos a voz aqui não de uma perspectiva abstrata ou tornada propriedade para os “senhores da voz”, “os donos da razão e da crítica” que chegam para “dar voz àqueles e àquelas forjados como outros”. Trabalhando com a Poética da Relação de Édouard Glissant, a radicalidade da performance preta fugitiva, os conceitos de escrevivência e re-existência em um pensamento atmosférico da liberdade e da imaginação, este texto encruzilha as artes com os fazeres de um devir-poeta no meio de uma sociologia que se faz canto e voo nas grafias de um território movente de criação de um “em-comum”.
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Copyright (c) 2023 Francisco Rômulo do Nascimento Silva, Geovani Jacó Freitas, Claudiana Nogueira Alencar, Kaciano Barbosa Gadelha

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