Mapeando redes de co-autoria na comunidade acadêmica de artes em Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6258Palavras-chave:
co-autoria, colaboração, Arte, redes, teoria dos grafosResumo
Comunidades de pesquisa (tecnológicas, científicas, artísticas, filosóficas) podem ser definidas como grupos socialmente alinhados, cuja coesão apoia-se em artefatos e tecnologias de auto-reconhecimento e memória coletiva. Alguns dos mecanismos mais importantes de coesão dependem de diversos tipos de vinculação colaborativa, que acumulam-se temporalmente, entre agentes, e incluem processos e protocolos de publicação em co-autoria. O interesse pelo fenômeno colaborativo é crescente por motivos óbvios – a colaboração melhora (quantitativa e qualitativamente) a pesquisa no interior de uma comunidade, que deve reconhecer-se, a si-mesma, como um grupo, com certa coesão, empenhado na obtenção de resultados de “intencionalidades compartilhadas” entre seus agentes. Analisamos, por meio da análise de redes, a arquitetura e a dinâmica da colaboração multi-autoral da comunidade de pesquisadores em Artes, baseados na produção de artigos publicados entre 2000 e 2020, indexados na Web of Science, SciELO, Scopus. É, comparativamente, reduzido o número de periódicos, artigos e pesquisadores em Linguística, Letras e Artes (LLA). De um total de 260.663 doutores, e 2.487.827 artigos, das oito grandes áreas (CNPq), apenas 16.241 doutores e 105.592 artigos são de LLA, representando 6,23% do total de pesquisadores, entre 1998 e 2016 (Mugnaini et al., 2019). Nessa área (LLA), 68,07% dos artigos foram realizados por um único autor, sendo a média das grandes áreas de 35,85%. O percentual de colaboração entre pesquisadores de Ciências Agrárias e Ciências Biológicas é de aproximadamente 60%, enquanto entre pesquisadores de LLA é de aproximadamente 10%. O principal grupo amostral dessa pesquisa são docentes vinculados, em 2022, a Programas de Pós-Graduação de Artes, em Minas Gerais. Os dados foram obtidos através das plataformas Sucupira e Lattes. Para compreendermos a dinâmica, e a arquitetura da comunidade, modelamos as colaborações através de grafos temporais, e de diversas propriedades de redes (densidade, conectividade, centralidade de intermediação). Trata-se do primeiro estudo sistemático a abordar o fenômeno da colaboração multi-autoral da área de Linguística, Letras e Artes, através de análise de redes, para examinar sua transformação ao longo do tempo.
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Copyright (c) 2023 Lucia Werneck, Thiago Pinto, Angelo Loula, Joao Queiroz

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