Uso de animais em experimentos no Brasil: práticas culturais, científicas e nova ética para o século XXI
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5873Palavras-chave:
Experimentação animal, Acesso Público à Informação, Bioética, ÉticaResumo
De 2018 a 2021, 895 instituições de pesquisas no Brasil cadastradas no Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, o Concea, tiveram a autorização para utilizar mais de 16 milhões de animais em experimentos. A série histórica está sendo publicada com ineditismo por este artigo e os dados foram conseguidos por meio da Lei de Acesso à Informação, a LAI. A proposta desse texto é problematizar o acesso aos dados do uso de animais como condição fundamental para mudar o paradigma na ciência experimental na construção de um mundo com menos mortes. O artigo reconstitui, historicamente, as bases culturais e práticas científicas que influenciaram a ética em relação aos animais, em especial ao uso desses em laboratórios. Ao mesmo tempo, indica que, desde a antiguidade, já existiam pensamentos de que os animais deveriam ser tratados com dignidade e humanidade. O texto apresenta a emergência dos métodos alternativos ao uso de animais a partir do final dos anos 50 e questiona o papel dos comitês de ética para a diminuição do uso de cobaias nos laboratórios.
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