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ONTOLOGIA E ECONOMIA POLÍTICA NA CRÍTICA MARXIANA DA SOCIEDADE CAPITALISTA: MARX LEITOR DE HEGEL (PARTE I)

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5297

Palavras-chave:

Ontologia, Economia política, Filosofia, Marx, Hegel

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar alguns elementos de como a interpretação marxiana acerca da ontologia e da filosofia política hegelianas reflete na sua crítica da economia política capitalista, com ênfase para a crítica de Marx à concepção do trabalho em Hegel, e a relação desta com a crítica da forma do valor (Wertform) enquanto substância do processo de acumulação do capital. Para tanto, concentra-se, de modo sincrônico, em dois aspectos atinentes à questão, que dividem a exposição em duas partes: nesta Parte I, analisa alguns elementos ontológicos (hegelianos) situados na formação do conceito marxiano de trabalho e, consequentemente, também na sua crítica ao capital enquanto forma social decorrente do desenvolvimento histórico do próprio trabalho. Nesta fase, inicia a explicação de como este processo da pesquisa marxiana ocorre sob um duplo e simultâneo viés teórico-crítico estabelecido entre, de um lado, a perspectiva ontológica do sujeito (o trabalhador) determinado pelo trabalho estranhado (entfremdete Arbeit), e, de outro, uma perspectiva crítica à econômica política tomada a partir da relação deste trabalho estranhado com a propriedade privada dos meios de produção. Na Parte II, além de arrematar algumas aberturas deixadas na Parte I, analisa como este itinerário irá influenciar o núcleo da crítica marxiana, tanto com relação ao conceito hegeliano de trabalho, como também à crítica madura apresentada em O Capital, de modo a corroborar a tese da urdidura ineliminável entre ontologia e economia política. Em seguida, qualifica ao nível do método e da lógica dialéticos, os conceitos de trabalho e capital, bem como a questão dialética da mediação (Vermittlung) e sua relação lógica com o movimento mais amplo do Espírito (Geist) e da Ideia (Idee), a partir de como Marx analisa-os em Hegel. Por fim, conclui com uma breve análise acerca da gravidade política da constatação ontológica que fundamenta toda a crítica marxiana da economia política capitalista.

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Biografia do Autor

Wecio Pinheiro Araújo, Universidade Federal da Paraíba

Doutor em filosofia pelo Programa de Doutorado Integrado UFPE/UFPB/UFRN, com sanduíche na HGB/Leipzig (Alemanha). Professor Adjunto na Universidade Federal da Paraíba. Coordena o Núcleo de Pesquisa em Teoria Social (NÓS/CNPq). Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Serviço Social da UFPB, onde leciona as disciplinas: Teoria do Estado e História da Democracia; Ontologia e política na tradição dialética; e Trabalho, tecnologia e capital na era digital. Tem experiência nas áreas de teoria social crítica e filosofia social e política, com concentração nos seguintes temas: ontologia e política na tradição dialética; Estado e democracia no mundo contemporâneo; Trabalho, tecnologia e valor na Indústria 4.0; Ideologia, cultura política e as formas tecnológicas de dominação social na era digital. Bacharel e Mestre em Serviço Social pela UFPB, com formação complementar em sociologia e filosofia no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (Portugal). Acumula uma produção de 20 artigos (Qualis A e B); 1 livro; 10 capítulos de livro; 2 organizações de coletâneas; 65 publicações em eventos acadêmicos e dezenas de ensaios e conferências. Colabora com o Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFPE. É membro do GT Teoria Crítica da ANPOF e da Sociedade Hegel Brasileira; e pesquisador da FAPESQ/PB.

Postado

22/12/2022

Como Citar

ONTOLOGIA E ECONOMIA POLÍTICA NA CRÍTICA MARXIANA DA SOCIEDADE CAPITALISTA: MARX LEITOR DE HEGEL (PARTE I). (2022). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5297

Série

Ciências Humanas

Plaudit