DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/0102-469842109
MODERNIZAÇÃO-RESTAURADORA E TRANSFORMISMO NA POLÍTICA DO ENSINO MÉDIO PERNAMBUCANO: ESTRATÉGIAS DE APASSIVAMENTO DA HEGEMONIA EMPRESARIAL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.5064Palavras-chave:
ensino médio – pernambuco, hegemonia, revolução passiva, transformismo, reformadores empresariaisResumo
O texto examina a dinâmica político-ideológica e o conteúdo da hegemonia empresarial na política para o ensino médio em Pernambuco. A análise se debruça sobre os intelectuais organizadores da política, os aparelhos privados de hegemonia, as orientações político-ideológicas e o comportamento dos setores e representantes dos subalternos frente ao Procentro e, posteriormente, ao Programa de Educação Integral. Para tanto, foi realizada a análise de documentos oficiais e de instituições privadas à luz de categorias gramscianas, como destaque para revolução passiva e transformismo. Conclui-se que a hegemonia empresarial na política em tela expressa um movimento de modernização-restauradora da racionalidade gerencial, revisando aspectos ideológicos secundários à hegemonia empresarial para incorporar, residualmente, demandas dos subalternos. Isso resulta num projeto, no plano da aparência, mais “social” e “inclusivo” de gerencialismo, que, por sua vez, ocasiona em fenômenos de transformismos como expressões de apassivamento das oposições ao modelo gerencial. Destaca-se também que o movimento de modernização-restauradora analisada em Pernambuco é parte de um bloco histórico dirigido por setores progressistas da política e da sociedade civil que caracteriza uma revolução passiva à brasileira e seu social-liberalismo (CASTELO, 2011).
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