DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/010318138668782v61n32022
QUÃO BEM A TECNOLOGIA RAF PODE ENTENDER A FALA COM SOTAQUE ESTRANGEIRO?
DOI:
https://doi.org/10.1590/010318138668782v61n32022Palavras-chave:
inteligibilidade, reconhecimento automático da fala, desenvolvimento de pronúncia em LE, aprendizagem autônomaResumo
Após a pandemia de Covid-19, as tecnologias digitais estão mais presente nas salas de aula do que nunca. O Reconhecimento Automático da Fala (RAF) oferece possibilidades interessantes para os aprendizes de uma língua estrangeira (LE) aumentarem sua produção oral. O RAF é especialmente adequado para a aprendizagem autônoma de pronúncia quando usado como uma ferramenta de ditado que transcreve a fala do estudante (McCROCKLIN, 2016). No entanto, as ferramentas de RAF são treinadas com falantes nativos monolíngues em mente, não refletindo a realidade dos falantes de inglês em uma escala global. Consequentemente, o presente estudo examinou quão bem duas ferramentas de ditado que utilizam ASR entendem a fala com sotaque estrangeiro e quais características causam falhas de inteligibilidade. Amostras de fala em inglês de 15 falantes de português brasileiro e 15 falantes de espanhol foram obtidas de um banco de dados online (WEINBERGER, 2015) e submetidas a duas ferramentas de ASR: Microsoft Word e VoiceNotebook. As transcrições foram manualmente inspecionadas, codificadas e categorizadas. Os resultados mostram que a inteligibilidade geral dos falantes foi alta para ambas as ferramentas. No entanto, muitas características normais, como modificações vocálicas e consonantais, da fala em LE fizeram com que as ferramentas de ditado ASR interpretassem mal a mensagem, levando a falhas de comunicação. Os resultados são discutidos do ponto de vista pedagógico.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2022 Hanna Kivistö Souza, William Gottardi

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


