Homicídios de mulheres no Maranhão, 2000-2019: estudo ecológico
DOI:
https://doi.org/10.1590/s1679-49742022000200028Palavras-chave:
Homicídio, Violência contra a Mulher, Mortalidade, Sistemas de Informação em Saúde, Estudos EcológicosResumo
Objetivo: Analisar o perfil e tendência temporal dos homicídios femininos no Maranhão, Brasil, em 2000-2019. Métodos: Estudo ecológico, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Foram avaliados o perfil dos óbitos, tendência das taxas de mortalidade (método: joinpoint) e correlação com indicadores socioeconômicos e de saúde (correlação de Pearson). Resultados: Foram notificados 1.915 homicídios femininos, predominando a idade de 20-29 anos (29,9%), solteiras (62,0%), 4-7 anos de estudo (29,7%), raça/cor da pele parda (71,3%), no domicílio (31,9%), por arma de fogo (41,1%). A tendência das taxas de mortalidade foi crescente (VPA = +8,21 – IC95% 5,18;10,28). Observou-se correlação negativa dos homicídios com renda per capita (p-valor = 0,031), e positiva com proporção de famílias chefiadas por mulheres (p-valor = 0,001) e taxa de mortalidade masculina por agressão (p-valor = 0,001). Conclusão: Houve crescimento dos homicídios femininos, relacionados com violência estrutural na sociedade, pobreza e mulheres com maior autoridade familiar.
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Copyright (c) 2022 Sara Ferreira Coelho, Hayla Nunes da Conceição, Andréa Cronemberger Rufino, Alberto Madeiro

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