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DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/2236-8906-72/2019
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Dinâmica do estado trófico do Lago das Garças: 20 anos de síntese

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  • Denise de Campos Bicudo Instituto de Botânica, Núcleo de Pesquisa em Ecologia, Avenida Miguel Estéfano 3687, 04301-012 São Paulo, SP, Brasil
    • Jacques Everton Zanon Instituto de Botânica, Núcleo de Pesquisa em Ecologia, Avenida Miguel Estéfano 3687, 04301-012 São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9619-4393
      • Carla Ferragut Instituto de Botânica, Núcleo de Pesquisa em Ecologia, Avenida Miguel Estéfano 3687, 04301-012 São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-4313-1436
        • Samantha Borges Faustino Instituto de Botânica, Núcleo de Pesquisa em Ecologia, Avenida Miguel Estéfano 3687, 04301-012 São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0003-3531-2082
          • Carlos Eduardo de Mattos Bicudo Instituto de Botânica, Núcleo de Pesquisa em Ecologia, Avenida Miguel Estéfano 3687, 04301-012 São Paulo, SP, Brasil
            • Luciane O. Crossetti Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Biociências, Departamento de Ecologia, Avenida Bento Gonçalves 9.500, 91549-000 Porto Alegre, RS, Brasil

              DOI:

              https://doi.org/10.1590/2236-8906-72/2019

              Palavras-chave:

              eutrofização, fósforo, manejo, qualidade da água, represa rasa

              Resumo

              A história do Lago das Garças é um caso notável dos impactos humanos devidos à pressão da urbanização do século 20. Trata-se de uma represa tropical rasa localizada no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, área protegida situada na cidade de São Paulo, SP, Brasil. Com base em um banco de dados abrangente (1997-2017), nós avaliamos as alterações temporais da qualidade da água utilizando o índice de estado trófico (IET) e se as medidas adotadas de manejo melhoraram a qualidade da água. Em 1999, a remoção mecânica das macrófitas foi o gatilho para a mudança abrupta da represa do estado eutrófico-supereutrófico para hipertrófico, com mecanismos de retroalimentação. Após cinco anos (2005), ocorreu a desaceleração do aporte interno de P. Após dois anos (2007), houve a instalação da estação de tratamento secundário de esgoto na Fundação Parque Zoológico (2007). Ambos os eventos promoveram o início de uma melhora da qualidade da água. Em 2011, o IET passou para supereutrófico com a desativação temporária do efluente de esgotos provenientes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em 2014, este efluente foi totalmente desativado e o sistema manteve seu estado supereutrófico. Assim, o IET respondeu coerentemente aos eventos-chave relacionados com o controle dos efluentes de esgoto. Após 11 anos do impacto permanente da remoção das macrófitas, os resultados demonstraram a melhoria da qualidade da água da represa. Para prosseguir com a recuperação do Lago das Garças há necessidade absoluta de aperfeiçoar o sistema de tratamento secundário de esgoto proveniente do Zoológico, considerando que desde 2014 é o único efluente com aporte externo de fósforo para a represa. A história do Lago das Garças contribui para um melhor entendimento de estratégias errôneas de manejo e da vulnerabilidade de sistemas tropicais rasos à eutrofização.

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              Postado

              12/05/2020

              Como Citar

              Dinâmica do estado trófico do Lago das Garças: 20 anos de síntese. (2020). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/2236-8906-72/2019

              Série

              Ciências Biológicas

              Plaudit