CONTRADIÇÕES DA GARANTIA DO EMPREGO: UMA ANÁLISE SOBRE AS RELAÇÕES DE GÊNERO ESTABELECIDAS ENTRE MULHERES E SEU TRABALHO NA ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4383Palavras-chave:
Mulheres trabalhadoras, Identidade de gênero, Saúde do trabalhador, Jornada de trabalho em turnos, Fenômenos cronobiológicosResumo
Neste estudo investigaram-se as concepções de trabalhadoras da enfermagem de uma maternidade pública paulistana sobre as consequências dos imbricamentos entre atribuições de gênero e a precarização das relações de trabalho. Foi utilizada metodologia qualitativa, com observações etnográficas e entrevistas em profundidade, produzindo ‘Diários de Campo’ e ‘Banco de Narrativas’, analisados pela técnica de triangulação de métodos, sob referencial hermenêutico-filosófico. As trabalhadoras explicitaram ocupar a posição de ‘chefe de família’, com responsabilidade de provimento do lar. Elas eram detentoras do vínculo de trabalho seguro (funcionárias públicas) e ganhavam mais que seus parceiros: eles eram celetistas ou tinham contrato informal de trabalho. Elas relataram a necessidade de conciliação dos turnos de trabalho com tarefas domésticas e cuidado dos filhos. O tempo para descanso era reduzido, principalmente para as do turno noturno, e todas referiram perdas sociais por causa dos plantões. Apesar de possuírem a garantia do emprego, o ônus das relações precarizadas do mercado de trabalho brasileiro a que estavam submetidos seus parceiros recaiam sobre essas mulheres, com impactos negativos para sua saúde física e mental.
Downloads
Enviado
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2022 Anna Carolina Arena Siqueira, Cláudia Roberta de Castro Moreno

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


