DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/0102-4698-39848
A PRODUÇÃO DA NOÇÃO DE NORMALIDADE E SEUS SENTIDOS HISTÓRICOS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4148Palavras-chave:
normalidade, norma, inclusãoResumo
Este artigo é recorte de uma pesquisa mais ampla que analisou discursos da inclusão escolar, em documentos oficiais, e o modo como operam estratégias de governamento sobre os sujeitos ditos normais. Para isso, tensionar o conceito de normalidade foi fundamental para a pesquisa. O presente texto tem assim por objetivo apresentar como a noção de normalidade foi sendo produzida historicamente e junto a ela práticas de in/exclusão com ênfase no sujeito dito normal. Tomamos como suporte teórico os estudos realizados por Michel Foucault, Lilia Lobo e Georges Canguilhem, autores que em suas investigações tensionaram as noções de anormalidade e norma. Como resultados construímos três sentidos históricos para a noção de normalidade que se encontram relacionados com os saberes produzidos ao longo de cada época: a normalidade transcendental – evidenciada na Idade Média e constituída pelos saberes religiosos e/ou divinos, estando vinculada ao corpo e a conduta dos sujeitos; a normalidade científica – constituída pelos saberes científicos, entre os séculos XVI e XVIII, aparece vinculada ao comportamento dos sujeitos e no fim do século XVIII, também, se mostra relacionada a sua intimidade; e as normalidades diferenciais – associada a uma ciência de Estado, aos saberes estatísticos e a uma norma flexível, que entra em operação na sociedade de seguridade. Essa noção se constitui a partir de dois movimentos contemporâneos relacionados a um mesmo fenômeno: o da naturalização das diferenças.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2022 Camila Bottero Corrêa, Kamila Lockmann

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Avaliações
Nenhuma avaliação disponível


