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DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/0102-4698-39848
Preprint / Versão 1

A PRODUÇÃO DA NOÇÃO DE NORMALIDADE E SEUS SENTIDOS HISTÓRICOS

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4148

Palavras-chave:

normalidade, norma, inclusão

Resumo

Este artigo é recorte de uma pesquisa mais ampla que analisou discursos da inclusão escolar, em documentos oficiais, e o modo como operam estratégias de governamento sobre os sujeitos ditos normais. Para isso, tensionar o conceito de normalidade foi fundamental para a pesquisa. O presente texto tem assim por objetivo apresentar como a noção de normalidade foi sendo produzida historicamente e junto a ela práticas de in/exclusão com ênfase no sujeito dito normal. Tomamos como suporte teórico os estudos realizados por Michel Foucault, Lilia Lobo e Georges Canguilhem, autores que em suas investigações tensionaram as noções de anormalidade e norma. Como resultados construímos três sentidos históricos para a noção de normalidade que se encontram relacionados com os saberes produzidos ao longo de cada época: a normalidade transcendental – evidenciada na Idade Média e constituída pelos saberes religiosos e/ou divinos, estando vinculada ao corpo e a conduta dos sujeitos; a normalidade científica – constituída pelos saberes científicos, entre os séculos XVI e XVIII, aparece vinculada ao comportamento dos sujeitos e no fim do século XVIII, também, se mostra relacionada a sua intimidade; e as normalidades diferenciais – associada a uma ciência de Estado, aos saberes estatísticos e a uma norma flexível, que entra em operação na sociedade de seguridade. Essa noção se constitui a partir de dois movimentos contemporâneos relacionados a um mesmo fenômeno: o da naturalização das diferenças.

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Biografia do Autor

Camila Bottero Corrêa, Secretaria de município da Educação de Rio Grande/RS

Professora de Educação Infantil no município de Rio Grande/RS. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Graduada em Pedagogia Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Participa do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e In/Exclusão (GEIX/FURG/CNPq), do Grupo de Estudos e Pesquisa em Inclusão (GEPI/UNISINOS/CNPq) e do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação da Infância (NEPE/FURG/CNPq).

Kamila Lockmann, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora (2013) e Mestre (2010) em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora Associada do Instituto de Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU) e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências (PPGEC) da Universidade Federal do Rio Grande. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e In/exclusão (GEIX/FURG/CNPq). Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2

Postado

20/05/2022

Como Citar

A PRODUÇÃO DA NOÇÃO DE NORMALIDADE E SEUS SENTIDOS HISTÓRICOS. (2022). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4148

Série

Ciências Humanas

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