DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/0103-6351/6687
Quem trabalhou remotamente no Brasil? Desigualdades evidenciadas pela pandemia
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6351/6687Palavras-chave:
COVID-19, deisgualdades, mercado de trabalho, pandemia, trabalho remotoResumo
Existe certo consenso de que a pandemia pode ampliar desigualdades preexistentes no mercado de trabalho e que uma questão essencial são as possibilidades desiguais de trabalhar remotamente. Este estudo avalia as desigualdades no trabalho remoto no Brasil por meio de análises descritivas e modelos Probit aplicados aos microdados da PNAD COVID-19. Constatamos que os trabalhadores que menos trabalharam remotamente foram os mais pobres, homens, residentes rurais, não brancos, mais jovens, sem ensino superior, autônomos ou assalariados sem carteira de trabalho assinada e trabalhadores agrícolas. Uma parte importante disso decorre de diferenças na seleção nas ocupações; mas, algumas variáveis mantiveram efeitos independentes importantes, principalmente a educação superior e a renda do trabalho. Logo, quanto à possibilidade de trabalho remoto, a pandemia teve efeito de ampliar desigualdades existentes, favorecendo os trabalhadores mais ricos, escolarizados e formalizados e impondo aos demais a necessidade de escolha entre emprego e renda e risco de contágio.
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