Dos mecanismos de reprodução e de redução das desigualdades: o que aprendemos com as pesquisas do Centro de Estudos da Metrópole (CEM)?
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.3319Palavras-chave:
Políticas Públicas, Distribuição espacial de grupos sociais, Centro de Estudos da Metrópole, pobreza e desigualdadesResumo
O texto trata da produção do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) nos últimos vinte anos nas áreas de pesquisa científica, transferência de tecnologia e inovação e de difusão do conhecimento. Verifica-se o interesse, ao longo da trajetória de pesquisas do CEM, em especificar os mecanismos políticos, institucionais e simbólicos que explicam a reprodução ou a superação da pobreza e das desigualdades. As principais contribuições do CEM para o debate acadêmico e público foram organizadas em três tópicos. No primeiro, discute-se a contribuição das pesquisas na análise de políticas públicas, o que inclui a dimensão política e partidária de governos, tendo, em comum, a identificação de seus efeitos em termos de inclusão social e política. No segundo tópico, são destacados os estudos sobre a distribuição espacial de grupos sociais, das condições de vida e a especificação dos espaços periféricos urbanos e metropolitanos. No terceiro tópico, apresenta-se o que poderia ser entendido como o paradoxo do Brasil desde a redemocratização: embora as condições de bem-estar social tenham melhorado substantivamente, as desigualdades advindas da estrutura ocupacional permanecem resilientes como marcadores relevantes de diferenciação de acesso à renda e a outras formas de desigualdades. Ao final, são feitas sugestões de agendas de pesquisa para o futuro do CEM.
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