Interações de trapaceiros favorece modularidade em redes de mutualismos
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.3289Palavras-chave:
Trapaceiros, Coevolução, Modularidade, Mutualismos, Teoria de redesResumo
Um fato fundamental sobre os mutualismos é que eles são frequentemente explorados por espécies que exploram recursos e serviços fornecidos por indivíduos sem fornecer qualquer benefício. O papel desses trapaceiros na dinâmica evolutiva dos mutualismos foi reconhecido há muito tempo, mas os trapaceiros podem não apenas afetar as espécies que exploram. Como os mutualismos formam redes que geralmente envolvem dezenas a centenas de espécies em um determinado local, os efeitos indiretos gerados por trapaceiros podem se espalhar pela rede, remodelando a evolução de características. Aqui, estudamos como considerar interações de trapaça pode influenciar a coevolução em redes mutualísticas. Combinamos um modelo coevolucionário, dados sobre redes empíricas de mutualismos e simulações numéricas para mostrar que a maior frequência de interações de trapaça pode levar à formação de grupos de espécies fenotipicamente semelhantes entre si, mas distintos de outros grupos de espécies, levando a disparidade de traço. Os padrões de características agrupados gerados por trapaceiros, por sua vez, alteram os padrões de interação em redes simuladas, promovendo a formação de módulos de espécies em interação. Nossos resultados indicam que trapaceiros de mutualismos podem contribuir para gerar grupos fenotípicos em mutualismos, contrariando a seleção para convergência imposta por padrões mutualísticos e favorecendo o surgimento de módulos de espécies interagentes.
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Copyright (c) 2021 Lucas Arantes Camacho, Cecilia Siliansky de Andreazzi, Lucas P Medeiros, Irina B Barros, Carine Emer, Carolina Reigada, Paulo R Guimarães Jr

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