Vigilância civil em saúde, estudos de população e participação popular
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.3224Palavras-chave:
Vigilância em saúde, Vigilância civil da saúde, Educação popular e saúde, Participação popularResumo
Muitas barreiras impedem a defesa da equidade na saúde, especialmente aquelas que dificultam a participação popular. Em meados dos anos 90, Victor Valla propõe a incorporação da participação da população à prática da vigilância em saúde, por meio da educação popular de Paulo Freire. Este contraponto às práticas tradicionais da vigilância, nomeadas vigilância civil da saúde, se somam à concepção ampliada de saúde, e possuem forte ligação com a perspectiva crítica da epidemiologia enquanto meio de compreender a relação dialética entre classes sociais e seus espaços vividos. A prática da vigilância civil pretende superar lacunas importantes deixadas pelos métodos tradicionais de investigação em saúde pública, como falta de atenção aos contextos socioculturais, a construção do risco localizada somente no indivíduo e a representação de agendas de saúde pública que privilegiam e patologizam certos comportamentos. Neste sentido, o presente trabalho debate o conceito de vigilância civil da saúde, o locus de discussão dos estudos de população na reificação do papel do efeito contextual para a explicação da produção social da saúde e a incorporação da participação popular à vigilância em saúde como elemento de transformação social. O aprofundamento desta discussão, no limite, permite uma construção participativa de novos modelos de saúde focados na redução efetiva das iniquidades em saúde e, consequentemente, universalização efetiva do direito à saúde.
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Copyright (c) 2021 Raphael Mendonça Guimarães, Thalyta Cássia de Freitas Martins, Viviane Gomes Parreira Dutra, Mariana Passos, Laís Pimenta Ribeiro dos Santos, Matheus Moutinho Crepaldi, João Roberto Cavalcante

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