Associação ecológica entre fatores socioeconômicos, ocupacionais e de saneamento e a ocorrência de escorpionismo no Brasil, 2007-2019
DOI:
https://doi.org/10.1590/s1679-49742021000400021Palavras-chave:
Picadas de Escorpião, Determinantes Sociais da Saúde, Epidemiologia, Estudos Ecológicos, Saúde do TrabalhadorResumo
Objetivo: Analisar associação ecológica entre características socioeconômicas, ocupacionais e de infraestrutura/saneamento com escorpionismo no Brasil. Métodos: Estudo ecológico, com dados dos acidentes escorpiônicos notificados no Sistema de
Informação de Agravos de Notificação (2007-2019). Empregou-se regressão binomial negativa para estimar razões de taxas de incidência (RTI) e intervalos de confiança(IC95%). Resultados: No período, ocorreram 1.079.333 acidentes, com incidência
acumulada de 41,5/100 mil habitantes. Na análise ajustada, houve associação com percentual municipal de mulheres (RTI=1,65 – IC95% 1,18;2,30) e homens (RTI=0,90 –IC95% 0,88;0,91) na construção civil, mulheres (RTI=1,21 – IC95% 1,18;1,25) e homens
(RTI=0,73 – IC95% 0,69;0,77) no serviço doméstico, mulheres (RTI=1,03 – IC95% 1,02;1,04) e homens (RTI=0,93 – IC95% 0,92;0,93) na agropecuária, domicílios com lixo coletado (RTI=0,99 – IC95% 0,98;0,99) e lixo no entorno (RTI=1,02 – IC95% 1,01;1,02),2 expectativa de anos de estudo (RTI=0,88 – IC95% 0,83;0,92) e taxa de desocupação (RTI=1,07 – IC95% 1,05;1,09). Conclusão: O escorpionismo associou-se a precária infraestrutura/saneamento, oferta de emprego, educação e ocupação feminina.
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