A fragmentação partidária no Brasil
Do partido de centro aos partidos reais
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2954Palavras-chave:
Fragmentação partidária, partido de centro, partidos reais, coalizõesResumo
O artigo revisita a produção de Lucia Hippolito (1985) sobre o sistema partidário brasileiro de 1945 a 1965 com dois objetivos: 1) explorar as relações teóricas com a obra de Giovanni Sartori (1982[1976]); 2) identificar possíveis relações que avancem a discussão teórica sobre partidos e sistema partidário no Brasil atual. O confronto direto entre os dois autores expõe limites da análise do sistema político brasileiro de 1945-1965 nos termos da centralidade do PSD, vista por distintos ângulos, como a expectativa de poder do partido de centro em torno das eleições presidenciais, a longevidade do PSD à frente da presidência da Câmara no período, a presença importante dos partidos pequenos no sistema, as coalizões, a história, a dimensão estrutural. Dessa imersão emerge a hipótese da relevância da percepção do sistema partidário brasileiro atual como uma formação com número razoável de partidos reais, um sistema de matriz fragmentária permanente, sem partidos majoritários em posição de centro, cujo centro e a estabilidade dependem de coalizões partidárias sintonizadas com a cidadania plena no país.
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