TRATAMENTO EM MASSA COMO ESTRATÉGIA DE CONTROLE DE PARASITAS INTESTINAIS NÃO REDUZ A PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES EM ESCOLARES INDÍGENAS GUARANIS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2549Palavras-chave:
População Indígena, Doenças Parasitárias, Agentes AntiparasitáriosResumo
A alta frequência de parasitoses intestinais é favorecida por condições ambientais e socioculturais das populações indígenas, sendo ainda um problema de saúde pública negligenciado. A administração em massa de medicamentos de amplo espectro busca reduzir o número e a intensidade das infecções. Avaliou-se a prevalência de parasitoses intestinais em escolares de uma aldeia indígena Guarani, antes e após o tratamento em massa da população com o albendazol. Na primeira fase de coleta das amostras de fezes, 81,4% delas apresentaram-se positivas para enteroparasitos e na segunda fase, após duas doses de antiparasitário, 87,5% apresentaram-se positivas. Embora a prevalência de infecções por alguns helmintos tenha reduzido após o tratamento, muitos parasitos continuaram frequentes na população estudada, mostrando uma mudança no perfil epidemiológico na distribuição dessas doenças na população. A prevalência de enteroparasitoses nos escolares indígenas mostrou-se elevada mesmo após o tratamento em massa com albendazol.
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