Leitura antes e depois da aposentadoria: representações e práticas de professoras
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2536Palavras-chave:
Práticas de leitura, Professoras, Aposentadoria, Representações sociaisResumo
Este artigo tem o objetivo de discutir a constituição das práticas e representações de leitura de professoras aposentadas, mapeando os processos e as funções do ler antes e depois da aposentadoria. Para isso, realizou-se uma pesquisa qualitativa e aplicou-se um questionário a 55 docentes. Como revisão de literatura, lançou-se mão dos estudos de Batista (1998); Britto (1998); Corsino (2010); Guareschi (1995); Moscovici (1978; 2015); Zilberman (1999). Constatou-se, à luz dos estudos de Serge Moscovici (1978) acerca da Teoria das Representações Sociais, que, no decurso das trajetórias vividas, ocorreram mudanças relacionadas à finalidade das práticas leitoras. Na infância e adolescência, as representações de leitura foram construídas no contexto da ausência de livros e leituras, e nas atitudes vinculadas ao incentivo e à prática, direcionadas à família e à escola. Na fase adulta, antes da aposentadoria, a leitura tinha um caráter obrigatório, vista como fundamental para a atuação docente em sala de aula. Depois de se aposentarem, as práticas de leitura das professoras ganham novos contornos e passam a ser realizadas a partir de seus interesses pessoais, ou seja, leem o que querem e quando querem, sem terem consigo a imposição de realizarem leituras para atender a uma necessidade profissional.
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