Máscaras caseiras na pandemia de COVID-19: recomendações, características físicas, desinfecção e eficácia de uso
DOI:
https://doi.org/10.1590/s1679-49742021000400003Palavras-chave:
Betacoronavírus, Infecções por Coronavírus, Infecções Respiratórias, Máscaras Faciais, Dispositivos de Proteção Respiratória, RevisãoResumo
Objetivo: Descrever as recomendações, características físicas, métodos de desinfecção e eficácia de uso de máscaras caseiras na redução da transmissão da COVID-19. Métodos: Realizou-se busca nas bases de dados MEDLINE, SciELO e Google Scholar, além das recomendações oficiais de uso. Resultados: Foram incluídas 31 referências. A capacidade de filtração de tecidos variou entre 5 e 98%. Tecidos 100% algodão em duas ou três camadas apresentaram eficácia de filtração entre 70 e 99% em estudos in vitro. Máscaras caseiras, cirúrgicas e respiradores apresentaram respirabilidade entre 2,2 e 3,0 Pascal. A capacidade de redução da propagação de microrganismos por pessoas usando máscaras caseiras foi três vezes menor do que ao usar máscaras cirúrgicas, embora tenha sido superior ao não uso de máscaras. Conclusão: A respirabilidade de máscaras caseiras mostrou-se adequada, enquanto a eficácia de filtração parece ser inferior à das máscaras cirúrgicas, mas superior a não usar máscara. Não há evidências que respaldem a eficácia e efetividade das máscaras caseiras.
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Copyright (c) 2021 Iago Torres Cortês de Sousa, Aylla Mesquita Pestana, Larissa Pavanello, Michelle Franz-Montan, Karina Cogo-Müller

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