Transição da morbimortalidade no Brasil: um desafio aos 30 anos de SUS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2375Palavras-chave:
Transição da Saúde, Causas de Morte, Análise Demográfica, DALY, MortalidadeResumo
Em 2020, completamos 30 anos desde a publicação das Leis Orgânicas do Sistema Único de Saúde. Desde então, a mudança no perfil de morbimortalidade tem desafiado a gestão, para que o serviço de saúde consiga atender à grande heterogeneidade dos quase 6000 municípios. Para isso, é necessário monitorar os principais indicadores do país. O objetivo do presente estudo foi apresentar uma visão geral das tendências de mortalidade e morbidade no Brasil entre 1990 e 2019. Utilizamos os dados do Estudo de Carga Global de Doenças para descrever a morbimortalidade pelos grandes grupos (doenças infecciosas, doenças crônicas e causas externas), segundo sexo e grupos etários. Há redução da morbimortalidade no período, independente do grupo de causa ou faixa etária, com variada diferença entre sexo de acordo com o grupo de causas. A contribuição das doenças crônicas é crescente com a progressão da idade, com diferença substancial segundo o sexo. As curvas de mortalidade e de anos perdidos por incapacidade possuem padrão típico, com destaque ao padrão diferenciado para curvas de homens por causas externas, com marcada sobremortalidade em idades jovens. A tendência ratifica o declínio dos indicadores de forma linear no período. As peculiaridades da transição da saúde e da transição da mortalidade no Brasil precisam ser vista à luz dos diferentes padrões socioespaciais e perfis demográficos.
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Copyright (c) 2021 Thalyta Cassia de Freitas Martins, José Henrique Costa Monteiro da Silva, Geovane da Conceição Máximo, Raphael Mendonça Guimarães

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