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A emergência da nova variante P.1 do SARS-CoV-2 no Amazonas (Brasil) foi temporalmente associada a uma mudança no perfil da mortalidade devido a COVID-19, segundo sexo e idade

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  • Andre Ricardo Ribas Freitas Faculdade São Leopoldo Mandic https://orcid.org/0000-0003-0291-7771
    • Otto Albuquerque Beckedorff Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic de Campinas
      • Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE
        • Andre M Siqueira Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas - Fiocruz RJ
          • Daniel Barros de Castro Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas
            • Cristiano Fernandes da Costa Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas
              • Daniele Rocha Queiróz Lemos Faculdade de Medicina do Centro Universitário Christus, Fortaleza-CE
                • Eliana N C Barros - Centro de Farmacovigilância, Segurança Clínica e Gestao de Risco do Instituto Butantan

                  DOI:

                  https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2030

                  Palavras-chave:

                  covid-19, P.1, variant, SARS-CoV-2

                  Resumo

                  Introdução

                  Desde o final de 2020 tem havido grande preocupação internacional com as variantes do SARS-COV-2: B.1.1.7, identificada no Reino Unido; B.1.351, descoberta na África do Sul e P.1, que emergiu inicialmente estado brasileiro do Amazonas. As três variantes foram associadas a aumento na transmissibilidade e piora da situação epidemiológica nos locais onde se expandiram. A linhagem B.1.1.7 foi associada ao aumento da taxa de letalidade no Reino Unido. Ainda não existem estudos conclusivos sobre letalidade das outras duas variantes. O objetivo deste estudo foi analisar o perfil de mortalidade antes e depois da emergência da linhagem P.1 no Amazonas.

                  Métodos

                  Analisamos os dados do sistema nacional de vigilância epidemiológica, comparando dois momentos epidemiológicos distintos: durante o pico da primeira onda, entre abril e maio de 2020, e em janeiro de 2021, mês em que a nova variante passou a predominar. Calculamos as taxas de mortalidade, letalidade e letalidade entre pacientes internados, todas as taxas foram calculadas por idade e por sexo e determinados os intervalos de confiança de 95%.

                  Achados

                  Observamos que na segunda onda houve maior incidência e aumento na proporção de casos de COVID-19 nas faixas etárias mais jovens. Observou-se, também, um aumento na proporção de mulheres entre os casos de SARI de 40% (2.709) na primeira onda para 47% (2.898) na segunda onda e entre mortes por COVID-19 de 34% (1,051) para 47% (1.724), respectivamente. Além disso, a proporção de mortes entre 20 e 59 anos aumentou em ambos os sexos. A letalidade entre os hospitalizados na população entre 20 e 39 anos durante a segunda onda foi 2.7 vezes a primeira onda [razão de taxas sexo feminino=2,71; CI(95%)=1,9-3,9], p<0.0001; razão de taxas sexo masculino=2.70(2.0-3.7)), na população geral as razões de taxa foram 1,15(1,1-1,2) no sexo feminino e 0,78(0,7-0,8) no sexo masculino.

                  Interpretação

                  Observamos mudanças no padrão de mortalidade por COVID-19 entre as faixas etárias e sexo simultaneamente à emergência da linhagem P.1, sugerindo mudanças nos perfis de patogenicidade e virulência, novos estudos são necessários para melhor compreensão das variantes do SARS-CoV-2 e suas consequências na saúde da população.

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                  Postado

                  26/03/2021

                  Como Citar

                  A emergência da nova variante P.1 do SARS-CoV-2 no Amazonas (Brasil) foi temporalmente associada a uma mudança no perfil da mortalidade devido a COVID-19, segundo sexo e idade. (2021). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.2030

                  Série

                  Ciências da Saúde

                  Plaudit