Estimativa da subnotificação dos óbitos por sífilis congênita no Recife-Pernambuco, 2010-2016: relacionamento entre os sistemas de informações sobre mortalidade e de agravos de notificação
DOI:
https://doi.org/10.1590/s1679-49742021000300009Palavras-chave:
Sífilis Congênita, Morte Fetal, Vigilância Epidemiológica, Sistemas de Informação, Estatísticas Vitais, Estudos TransversaisResumo
Objetivo: Estimar as subnotificações de óbitos fetais e infantis que tiveram a sífilis congênita como causa básica ou associada, ocorridos no Recife, Pernambuco, Brasil, entre 2010 e 2016. Métodos: Aplicou-se o relacionamento de bases de dados, do tipo probabilístico, entre os casos de sífilis congênita, registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), e os óbitos fetais e infantis totais e por sífilis congênita, estes registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Resultados: Foram pareados 170 registros de óbitos fetais e infantis por sífilis congênita. Houve subnotificação de óbitos fetais e infantis por sífilis congênita de 80,9% no Sinan e de 7,0% no SIM, representando um incremento ao banco final de 2,3% e 7,0% respectivamente. Conclusão: A subnotificação identificada compromete o conhecimento da real magnitude da doença e por conseguinte, as ações de prevenção e controle pelos gestores da saúde.
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