Machado versus Machado: Silviano Santiago e a arte da sobrevivência
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202628e20260006Palavras-chave:
Silviano Santiago, Machado de Assis, sobrevivência, tradução, ausência, dupla consciênciaResumo
Se a velhice era o que Silviano Santiago tinha em mente quando escreveu Machado, o que ocorre quando aproximamos a sua categoria de sobrevivência do conceito benjaminiano de Überleben, qualidade da obra literária de onde nasce a tradução? E se a tradução puder englobar as ideias de relação, compreensão, interpretação, que tipo de sobre-vida (Fortleben) Santiago propõe por meio da dramatização das singularidades machadianas? A partir de um exame narrativo, propomos que Machado figura como a materialização caracterológica da ausência a que ele está confinado pela crise epilética. Num jogo de aproximações e contrastes – com outros cativos, como as atrações dos zoos humanos, “A pantera” de Rilke, “O jaguar” de Ted Hughes, Pedro Vermelho de Kafka, bem como as ideias de Elizabeth Costello/Coetzee –, sugerimos uma leitura de certos trechos mais incômodos e reveladores da obra por meio da problematização do narrador-crítico e da proposta da dupla consciência, concebida pelo pensador norte-americano W. E. B. Du Bois.
Downloads
Enviado
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2026 Marcelo Pen Parreira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


