O Brasil que envelhece vai às urnas: longevidade, democracia e compromissos públicos para 2026
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18074Palavras-chave:
Eleições 2026, Envelhecimento populacional, Políticas Públicas, Saúde Pública, Democracia, CuidadoResumo
As eleições de 2026 ocorrem em um Brasil demograficamente distinto da- quele para o qual foram desenhadas muitas de suas instituições. Pessoas com 60 anos ou mais representam hoje 23,6% do eleitorado, ao mesmo tempo que o país experimenta crescimento acelerado da longevidade, multimorbidade, dependência funcional e demanda por cuidados. Este artigo busca analisar por que a transição demográfica e epidemiológica deve ocupar posição estruturante nas plataformas políticas. As pessoas idosas não constituem um bloco eleitoral homogêneo e, assim, a resposta democrática não pode se limitar a benefícios focalizados ou a promessas dirigidas a um segmento. O envelhecimento exige pacto intergeracional capaz de articular promoção da saúde ao longo da vida, reorganização do SUS, implantação efetiva de um sistema de cuidados de longa duração, integração sociossanitária das Ilpi, proteção social, trabalho, cidades, in- clusão digital, financiamento e governança intersetorial. É fundamental estabelecer uma agenda de compromissos verificáveis para avaliar plataformas e programas de governo, distinguindo direitos, metas, financiamento, responsabilidades federativas e mecanismos de monitoramento. A qualidade do debate eleitoral será medida pela capacidade de tratar a longevidade como conquista coletiva, responsabilidade pública e política de Estado, sem idadismo, alarmismo fiscal ou competição artificial entre gerações.Downloads
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Copyright (c) 2026 Yeda Aparecida de Oliveira Duarte, Helena Akemi Wada Watanabe

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