Evangélicos progressistas? estética, teologia e tensões na atuação pública de igrejas evangélicas na região metropolitana do Recife.
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17923Palavras-chave:
Evangélicos progressistas , religião pública, identidade religiosa, engajamento públicoResumo
Esta comunicação pensa, a parir de uma observação em andamento, as formas de engajamento social, discursos teológicos e disputas internas na Primeira Igreja Batista em Bultrins (Olinda) e na Igreja Batista em Coqueiral (Recife), com o objetivo de compreender, de forma comparativa, os significados, as tensões e os limites da categoria "evangélico progressista" na atuação pública de comunidades periféricas na Região Metropolitana do Recife. A metodologia fundamenta-se em uma abordagem qualitativa etnográfica, combinando observação participante, conversas informais com lideranças e membros. As considerações trazidas aqui articulam a categoria "evangélico progressista" operando em uma zona de fricção constitutiva entre autoidentificação e heteroidentificação. Enquanto na PIB Bultrins observa-se um progressismo assumido e institucionalizado em torno de pautas de gênero, raça e diversidade, na IB Coqueiral a atuação volta-se para a transformação territorial e socioambiental, onde o adjetivo "progressista" não utilizado, mas aparente pelo olhar externo de maneira sutil. Conclui-se que o engajamento público nesses territórios reconfigura o "ser crente", ultrapassando o binarismo conservador/progressista da esfera virtual por meio de práxis comunitárias ancoradas na dignidade humana.
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