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Entre a carne fílmica e a carne material: articulações socioantropológicas no cinema de horror

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17813

Palavras-chave:

horror negro, etnografia fílmica, relações raciais, cinema de horror, afrossurrealismo

Resumo

A pesquisa investiga as potencialidades teórico-metodológicas das Ciências Sociais para analisar as intersecções entre o cinema de horror e as dinâmicas raciais contemporâneas. Diante do tropo clássico que relega os corpos negros à descartabilidade e à morte precoce, o trabalho interroga de que modo o chamado "horror negro" mobiliza o insólito e a monstruosidade para subverter lógicas de opressão estrutural. A partir da convergência disciplinar entre a Sociologia e a Antropologia Visual, adota-se a etnografia fílmica e a postura do "antropólogo-espectador" para investigar o filme como "mundo-película", articulando a imaginação sociológica, a antropologia especulativa, a fabulação crítica e o afrossurrealismo. O corpus fundamenta-se na síntese comparativa de três investigações pregressas dos autores: o curta-metragem Don’t Die First (2021), a franquia Candyman (1992; 2021) e o longa-metragem Pecadores (2025). As análises revelam que as ameaças sobrenaturais são tensionadas pela crudeza da violência material, situando a brutalidade policial e o racismo institucional como os perigos mais letais que recaem sobre a carne. Conclui-se que as obras operam uma transição da "poesia figurativa" para a "poesia direta", convertendo o fantástico em uma tecnologia de "rexistência" capaz de fabular horizontes emancipatórios e afirmar ontologicamente a continuidade da existência negra dentro e fora das telas.

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Biografia do Autor

Wagner Lemes do Nascimento, Universidade Federal da Fronteira Sul

Doutor e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bacharel em Ciências Sociais pela mesma instituição. Atualmente, é professor de Ciências Sociais na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Mário Ferreira da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Bacharel em Ciências Sociais pela mesma instituição. Pesquisador integrante do Núcleo de Antropologia Visual (NAVISUAL/UFRGS).

Enviado

01/09/2026

Postado

02/09/2026

Como Citar

Entre a carne fílmica e a carne material: articulações socioantropológicas no cinema de horror. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17813

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito