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Mapeamento da adoção da inteligência artificial na educação básica brasileira: dependência tecnológica e a (não) soberania digital

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  • Lívia Carolina Vieira Instituto Federal do Sul de Minas image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-4805-5700
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  • Danielle Soares e Silva Bicudo Ferraro PUC-SP https://orcid.org/0009-0003-2221-0826
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  • Paula Cristina Santos Menezes Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-9711-7920
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17787

Palavras-chave:

plataformização;, soberania digital, inteligencia artificial, governança algorítmica

Resumo

A presença crescente de sistemas e ferramentas de Inteligência Artificial (IA) nas redes públicas de ensino brasileiras têm ampliado a participação de empresas de tecnologia na oferta de soluções voltadas ao ensino, à gestão e ao acompanhamento dos processos educacionais. Este artigo tem como objetivo mapear a adoção de IA nas redes públicas de educação básica e analisar como esse processo vem reconfigurando as relações entre Estado e empresas de tecnologia, consolidando novas formas de dependência tecnológica. A pesquisa, de caráter exploratório e documental, combina levantamento quantitativo e análise qualitativa de iniciativas de adoção de IA, a partir de documentos institucionais, contratos, editais, Diários Oficiais e portais de transparência. Até julho de 2026, foram identificadas 121 iniciativas, envolvendo 71 fornecedores e mais de R$ 3,1 bilhões em valores contratuais. Os resultados indicam a presença recorrente de alguns fornecedores, a expansão das plataformas para diferentes dimensões da política educacional e, principalmente, um cenário de baixa transparência em relação aos contratos. Argumenta-se que a dependência tecnológica não se produz somente pela contratação de soluções privadas, mas também pela incorporação, nas políticas públicas, de métricas, categorias e formas de interpretação inscritas nas plataformas. Nesse contexto, a soberania digital não se reduz à produção nacional de tecnologias, mas envolve a capacidade do Estado de conhecer, auditar, deliberar e manter controle sobre as infraestruturas que passam a mediar decisões educacionais.

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Biografia do Autor

Lívia Carolina Vieira, Instituto Federal do Sul de Minas

É pesquisadora do IFSULDEMINAS. Mestre e Doutora em Educação pela UFSCar). Pesquisa inteligência artificial e educação. É pesquisadora da Cátedra de Educação Básica Alfredo Bosi (IEA/USP), do coletivo Educa+AI e do Observatório Edutecia.

Danielle Soares e Silva Bicudo Ferraro, PUC-SP

É mestre e doutoranda em Comunicação Semiótica, na PUC-SP. Pesquisa inteligência artificial, plataformização e educação. É pesquisadora do Observatório Edutecia, do Grupo Comunidata, do coletivo Educa+AI e da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica (IEA-USP).

Paula Cristina Santos Menezes, Universidade Federal do Rio de Janeiro

É professora Adjunta da UFRJ. Consultora UNESCO/MEC sobre Educação Digital e IA. Coordena o Observatório Edutecia. Autora do livro Sociologia em Movimento.

Enviado

01/09/2026

Postado

02/09/2026

Como Citar

Mapeamento da adoção da inteligência artificial na educação básica brasileira: dependência tecnológica e a (não) soberania digital. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17787

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

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