Os fluxos do funk: uma análise da circulação da arte periférica paulista a partir do baile da DZ7
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17771Palavras-chave:
Funk, Mobilidades, Arte periférica, São Paulo, Circulação urbanaResumo
Este trabalho investiga como o funk paulistano, produzido nas periferias urbanas de São Paulo, consegue atingir escalas de circulação mais amplas, reverberando em dimensões globais. Objetivando compreender a tensão existente entre origem periférica, repressão estatal e circulação ampliada, toma-se como estudo de caso o Baile da DZ7, localizado em Paraisópolis, e adota-se o paradigma das mobilidades como arcabouço teórico. A partir desse referencial, levanta-se a hipótese de que os agentes produtores de funk (MCs, DJs e produtores) contornam os regimes de mobilidade impostos ao gênero musical por meio do capital de rede, construindo conexões sociais, econômicas e culturais que constituem um circuito cultural urbano globalizante. Partindo da chegada do funk em São Paulo pela via dos coletivos de cultura e da disseminação do hip-hop nas periferias, a pesquisa busca suprir a lacuna de estudos sobre o funk paulistano após 2020, período de ampliação expressiva do consumo do gênero em escala nacional. Para isso, o desenho inicial da pesquisa previa observação participante e entrevistas semiestruturadas no Baile da DZ7; a intensificação da repressão policial ao longo do trabalho de campo, no entanto, deslocou a investigação para uma abordagem multissituada, voltada a acompanhar os diferentes circuitos pelos quais o funk paulistano hoje circula.
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