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“Não há garantias”: quando a segurança se restringe aos laços de confiança

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17644

Palavras-chave:

covid-19, pesquisa comparada, precariedade

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar, a partir da pesquisa comparada realizada entre refugiados e migrantes forçados sírios e sírias, de fevereiro a julho de 2020, em Paris (França), e agosto a outubro do mesmo ano, em São Paulo (Brasil), como o cenário de incertezas trazido pela pandemia do Covid-19 desestabilizou as relações político-sociais correntes impactando, por um lado, as economias e mercados globais caracterizados pela interdependência de suas cadeias produtivas. Por outro, a busca pela responsabilização recaindo sobretudo em populações minoritárias, aprofundando ainda mais a desigualdade trazida pela difusão de falsas ou duvidosas notícias como aparato de sustentação de um pânico moral (Hirst; Maciel, 2022) ancorados à figura do inimigo imaginário, como expresso em discursos dos presidentes Jair Bolsonaro e Emannuel Macron, transmitidos em rede nacional.

Neste contexto, a convenção metodológica do que é(ra) considerado estabelecido pela sociologia reposiciona as regras do jogo ao impor dilemas pouco aceitos como soluções, até então. Dentre eles a aplicação da mediação das tecnologias de comunicação, TICs, (Diminescu; Nicolosi, 2019) no âmbito da interseccionalidade como lente analítica ao longo do ciclo migratório e expressão do prolongamento das desigualdades no acesso às territorialidades, sejam elas físicas como igualmente digitais. Da mesma forma que aprofundou o amálgama dos (re)arranjos encontrados pelos atores, considerados periféricos, para (re)compor seus eixos de articulação (Merino, 2020; Telles, 2020) durante a obrigatoriedade pelo Estado - mandatária ou aconselhada - de um isolamento social que sugeria a imobilidade de seus corpos. Mas não de suas obrigações.

 

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Biografia do Autor

Juliana Kiyomura Moreno, Universidade de São Paulo

Doutora em Sociologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (PPGS/FFLCH/USP), em sistema de cotutela (2019-2025) pela Université Paris 8 Vincennes-Saint Denis, França. Bolsista CAPES-PROEX e aprovada em primeiro lugar, na seleção PPGS-FFLCH/USP, como bolsista Capes-PrInt (edital n. 41/2017). Mestra, com distinção e louvor, em Ciências da Comunicação (2009) pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Bacharela em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP, 2004) e bacharela em Letras (Português/Espanhol) pela FFLCH/USP (2008). Entre 2010 e 2014, trabalhou na BIREME/OPAS/OMS, onde foi escolhida, em 2011, para colaborar in loco na realização do Plano de Políticas de Uso Interno das Mídias Sociais, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Washington DC (EUA). Entre 2014 e 2015, atuou como pesquisadora e profissional de comunicação no Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS), do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Experiência profissional na área de gestão da informação, planejamento, gestão de projetos e comunicação estratégica. Pesquisa os temas: Transnacionalismo, Migração Forçada e Refúgio, Divisão Sexual do Trabalho, Relações de Gênero, Feminismo Materialista, Condições de Trabalho e Impactos das TIC's na construção de mobilidades e (re) produção de desigualdades.

Enviado

27/08/2026

Postado

31/08/2026

Como Citar

“Não há garantias”: quando a segurança se restringe aos laços de confiança. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17644

Série

50º Encontro Anual da ANPOCS

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito