Narração, totalidade e mediação: realismo e conhecimento estético em György Lukács
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202628e20261142Palavras-chave:
realismo, totalidade, mediação, narração, capitalismo tardioResumo
O artigo examina o realismo em György Lukács como problema teórico fundado na possibilidade de conhecimento estético da realidade social. Objetiva-se demonstrar que a oposição entre narração e descrição constitui divergência metodológica relativa à capacidade da forma estética de reconstruir mediações e apreender a totalidade histórica. Mediante análise crítico-conceitual dos textos lukacsianos, análise textual comparativa de obras de Balzac e Zola, e diálogo com Adorno, Benjamin e Williams, a crítica ao naturalismo e ao formalismo é situada no diagnóstico da decadência ideológica burguesa após 1848, entendida como barreira epistemológica à totalização. Conclui-se que essas categorias mantêm relevância heurística no capitalismo tardio quando desvinculadas de normatividade trans-histórica e aplicadas criticamente a contextos determinados, diferenciando formas que reconstroem mediações sociais daquelas que naturalizam a fragmentação reificada.
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