Listas fechadas e representação de mulheres: uma comparação entre Brasil e Colômbia (2014-2022)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17387Palavras-chave:
sub-representação parlamentar, cota legal de gênero, listas fechadas, Brasil, ColombiaResumo
Este artigo analisa as variáveis que explicam as diferenças na representação parlamentar de mulheres no Brasil e na Colômbia, países com cota legal de 30%, representação proporcional e ausência de mandato de posição. Apesar desse marco comum, a Colômbia sustenta percentuais de mulheres eleitas consistentemente superiores em 2014, 2018 e 2022. A análise descarta as explicações alternativas: o Brasil supera a Colômbia no financiamento com perspectiva de gênero e nos mecanismos de sanção; ambos cumprem 30% de candidatas. A variável determinante é o tipo de lista: o Brasil admite exclusivamente listas abertas; a Colômbia permite escolher entre lista aberta e lista fechada. Se demonstra que a lista fechada compensa as desigualdades de financiamento em sistemas sem mandato de posição, ao transferir do candidato ao partido a responsabilidade de ordenar as candidaturas; e oferece evidência de que essa variável explica a vantagem colombiana. A metodologia combina um desenho de sistemas mais similares (MSSD) com variação intracolombiana e regressão logística agrupada. Os resultados mostram que a lista fechada multiplica por 2,14 a probabilidade de que uma cadeira seja ocupada por uma mulher (β = 0,7585; OR = 2,14), com impacto de 16,2 pontos percentuais.
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