O TRABALHO COMO ESSÊNCIA HUMANA? A ATIVIDADE E SEUS MEDIADORES
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17158Palavras-chave:
Essência humana, Trabalho, Atividade, Lucien Sève, MarxismoResumo
No interior do marxismo ou fora dele, Marx é comumente evocado como aquele que pensou o trabalho como a essência humana. Tendo esse aspecto como ponto de partida, o objetivo principal do artigo é problematizar a noção amplamente difundida de que o trabalho corresponde à essência humana. Neste estudo teórico, de caráter ensaístico, vamos seguir um notável conhecedor da obra marxiana, o filósofo Lucien Sève, e avançar a argumentação de que uma parte da tradição marxista ficou aquém das aquisições de Marx sobre o que é o próprio da humanidade. Nossa tese é a de que a passagem pela problemática da atividade (Tätigkeit) e por seus mediadores permite compreender a questão. Conclui-se que o ser humano, enquanto tal, não possui uma essência, pois ela não concerne a um indivíduo à parte. A essência humana é o conjunto das relações sociais, concepção que vem de Marx e em relação à qual o marxismo não parece ter tirado todas as consequências.
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