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Criança deficiente ou deficiente criança? relações brincantes entre crianças produzidas na escola de educação infantil

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  • Vanessa Silva Bernardes Universidade Estadual do Rio Grande do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-6901-648X
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  • Ligia Roldão Neto Universidade Estadual do Rio Grande do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0009-0007-5094-8165
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  • Leandro Forell Universidade Estadual do Rio Grande do Sul image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-8946-4773
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17036

Palavras-chave:

criança, deficiência, brincar, ernografia, educação infantil

Resumo

O artigo que apresentamos tem como objetivo compreender de que maneira as brincadeiras tensionam e configuram as relações entre crianças com e sem deficiência no cotidiano de uma escola municipal de Educação Infantil. A análise articula diferentes perspectivas teóricas sobre infância, cultura e deficiência, buscando compreender as crianças como sujeitos sociais e produtores de cultura. Parte-se da compreensão de que a infância constitui um espaço de produção simbólica no qual as crianças elaboram sentidos sobre o mundo e sobre si mesmas nas interações com seus pares. Nesse contexto, o brincar é tomado como prática central da cultura infantil, configurando-se como espaço de criação, negociação e ressignificação de experiências. A partir da noção de cultura de pares, compreende-se que as crianças produzem e compartilham significados no cotidiano, reinterpretando elementos da cultura adulta e atribuindo-lhes novos sentidos. Assim, as interações estabelecidas nas brincadeiras revelam modos singulares de participação, pertencimento e agência, evidenciando táticas cotidianas de construção de espaços próprios no interior da instituição escolar. A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma abordagem etnográfica, tendo como principais instrumentos de produção de informações a observação participante e o diário de campo. Tal perspectiva nos possibilitou acompanhar o cotidiano das crianças e compreender como elas percebem e se relacionam com o outro, com ou sem deficiência, no contexto das brincadeiras. Os resultados indicam que, por meio do brincar e da cultura de pares, as crianças constroem formas próprias de interação, produzindo sentidos sobre a diferença e elaborando modos singulares de convivência no espaço escolar.

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Biografia do Autor

Vanessa Silva Bernardes, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Educação no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS, 2024). Mestra em Educação (UERGS, 2023). Especialista em Gestão da Educação (UFRGS, 2020). Especialista em Educação para diversidade (UFRGS, 2012). Especialista em Psicopedagogia- Clínica e Institucional (FUCAP, 2011). Graduada em Pedagogia (FACOS, 1999). Membro do Grupo de Estudos em Práticas Cotidianas Educativas (GEPRACO/ UERGS/ CNPq). Professora no Sistema Municipal de Ensino de Capão da Canoa (2010), na área da Educação Básica (Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais). Tem interesse na área dos Estudos das Infâncias e Educação Infantil. 

Ligia Roldão Neto, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Mestra em Educação pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (2025). Especialista em Atendimento Educacional Especializado pela UERGS (2022) e em Educação Infantil pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2020). Licenciada em Pedagogia pela UERGS (2018). É servidora pública municipal e professora de Educação Infantil. Atualmente, atua na coordenação do Centro Multiprofissional de Atenção ao Educando, no município de Maquiné. Desenvolve estudos e pesquisas nas áreas de infâncias, Educação Infantil, inclusão, formação de professores e docência na Educação Infantil.

Leandro Forell, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

 Pós-doutorando no Programa de Pós-graduação em Edu
cação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor permanente do Programa de pós-graduação em Educação (PPGED) da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Orientador de mestrado e doutorado). Líder do Grupo de Estudos em práticas cotidianas educativas (GEPRACO/UERGS), membro do Grupo de pesquisa em Linguagens (CLIQUE). 

Enviado

28/07/2026

Postado

15/09/2026

Como Citar

Criança deficiente ou deficiente criança? relações brincantes entre crianças produzidas na escola de educação infantil. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17036

Série

Educação em Revista

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito