Comunidade e Estado na configuração dos territórios psicotrópicos da Preguiça e do Pela Porco, no Centro de Salvador
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17009Palavras-chave:
Territórios psicotrópicos, comunidade da Preguiça, Pela Porco, usuários, centro de SalvadorResumo
Este artigo descreve e analisa as diferenças e semelhanças entre os territórios psicotrópicos de dois bairros do Centro de Salvador, Preguiça e Pela Porco. Os dados apresentados são fruto de um trabalho de campo etnográfico de longa data realizado pelas autoras em ambos os bairros, assim como da aplicação neles de um mesmo questionário, num número semelhante de usuários. Concluímos que quanto maior é a coesão dos moradores refletida em uma organização comunitária dentro do bairro, menor é a força do território psicotrópico nele; concluímos também que a maior presença do Estado nele não garante uma condição social e emocional minimamente digna, nem para os usuários nem para os moradores. A recomendação a partir da análise em profundidade dos dois casos é que as políticas públicas de redução de danos nos territórios comunitários deveriam ser pensadas desde e executadas com as experiências de convívio humanizado e recíproco entre “moradores com casa e moradores sem casa”.
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