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A segunda barreira: gênero, classe e diversidade social no recrutamento de deputadas federais no Brasil (1998-2022)

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16970

Palavras-chave:

representação política, gênero, recrutamento parlamentar

Resumo

O crescimento da representação feminina costuma ser avaliado pelo número de cadeiras conquistadas. Este artigo desloca o foco de “quantas mulheres” para “quais mulheres” e investiga se a expansão numérica das deputadas federais brasileiras foi acompanhada por maior diversidade social, mensurada a partir das posições ocupacionais declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. O universo reúne os 3.591 eleitos para a Câmara dos Deputados nas sete eleições de 1998 a 2022, entre os quais 380 mulheres. A análise principal utiliza 3.342 registros (356 mulheres e 2.986 homens), classificados em 12 categorias sociais; são excluídos apenas 249 casos registrados como ‘aposentado’, ‘não informado’ ou ‘outros’. A média não ponderada de Simpson das bancadas femininas caiu de 0,862 para 0,633 (-26,5%), mas a tendência monotônica não é estatisticamente corroborada (Kendall τ = −0,429; p exato bilateral = 0,239). A inclinação de Sen é -0,0308 por eleição (IC95% [-0,0845; 0,0166]). Simpson, Shannon corrigido e rarefação não apoiam de modo consistente a hipótese de menor diversidade feminina. Tampouco há intensificação temporal da diferença ou maior diversidade das deputadas da esquerda. Nenhum dos quatro testes principais permanece significativo após Holm. Os dados mostram expansão numérica e queda descritiva da diversidade social, mas não confirmam de modo robusto uma segunda barreira. O desenho observacional não identifica mecanismos causais.

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Biografia do Autor

Adriano Codato, Universidade Federal do Paraná

Adriano Codato é professor de Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR). É editor-chefe da Revista de Sociologia e Política (https://www.scielo.br/j/rsocp/), coordena o INCT Representação e Legitimidade Democrática - ReDem (https://redem.tec.br/), e o Observatório de elites políticas e sociais do Brasil (https://observatoryelites.ong.br/). É pesquisador do CNPq (1C). Foi coordenador acadêmico da Área de Ciência Política e Relações Internacionais da CAPES (2018-2022). Foi também presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS) entre 2023-2024. Seus temas de pesquisa são: representação política, elites políticas, elites estatais, carreiras políticas e análise do campo científico.

Enviado

20/07/2026

Postado

20/07/2026

Como Citar

A segunda barreira: gênero, classe e diversidade social no recrutamento de deputadas federais no Brasil (1998-2022). (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16970

Série

Ciências Humanas

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

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