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A geopolítica da produção científica e a nova configuração das redes globais

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16854

Palavras-chave:

mobilidade acadêmica internacional, centros e periferias científicas, assimetrias

Resumo

 A ciência contemporânea é estruturada em redes colaborativas cujas dinâmicas são intrinsecamente moldadas pela posição dos atores no sistema global de produção de conhecimento. A literatura aponta que, historicamente, a internacionalização da pesquisa tem-se manifestado de forma assimétrica, reproduzindo um padrão clássico de centro-periferia. Este trabalho objetiva discutir, por meio de uma revisão sistemática de literatura, como as recentes reconfigurações do sistema acadêmico global têm alterado os fluxos de mobilidade acadêmica em termos de origens e destinos. Nas últimas décadas, transformações paradigmáticas foram observadas: a ampliação da participação de nações periféricas em redes de colaboração; a ascensão da China como potência científica impulsionada por investimentos massivos em pesquisa e desenvolvimento (P&D); e o crescimento exponencial do volume da mobilidade internacional. Tais fatores converteram uma dinâmica anteriormente bipolar (Sul-Norte) em uma configuração multipolar. Embora os fluxos da periferia para o centro persistam, emergem novos movimentos inversos e uma ressignificação das experiências de mobilidade, transcendendo a narrativa binária entre o “móvel positivo” e o “imóvel negativo”. Conclui-se que o reposicionamento dos polos científicos é um fenômeno multidimensional, no qual fatores sistêmicos, institucionais e individuais interagem para moldar as trajetórias acadêmicas contemporâneas. 

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Biografia do Autor

Ana Maria Carneiro, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutora em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp - 2007), mestre em Sociologia pela Unicamp (2000) e graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (1997). Possui Pós Doutorado em Avaliação em CTI (Unicamp, 2009) e em Educação Superior (University of California, Berkeley, 2016). Atualmente é Coordenadora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP/Unicamp), onde atua como Pesquisadora da Carreira Pq desde 2010. É também Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG/Unicamp) e Coordenadora Associada do Laboratório de Estudos Sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (LabGEOPI/DPCT/IG/Unicamp). Entre 2018 e 2021 foi assessora para avaliação institucional na Coordenadoria Geral da Unicamp. Entre 2005 e 2007 foi Gerente de Pesquisas do Observatório Digital SOFTEX, unidade de pesquisa e planejamento da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro. Tem experiência na pesquisa interdisciplinar, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação de resultado e impactos; educação superior; Ciência Tecnologia e Inovação; equidade, diversidade e inclusão (EDI) na carreira acadêmica e diáspora científica.

Ana Maria Gimenez, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas - Departamento de Política Científica e Tecnológica, Instituto de Geociências - DPCT/IG/Unicamp (2018-2021; 2022-2024). Pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo - IEA/USP (2021-2022) com bolsa do Edital de Apoio a Projetos Integrados de Pesquisa em Áreas Estratégicas PIPAE da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI). De março de 2022 até março de 2023 foi pesquisadora colaboradora no DPCT/IG/Unicamp. Recebeu bolsas de pós-doutorado do PNPD da CAPES e do PDJ do CNPq, fornecidas pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED - IE/UFRJ). É bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP (2003), especialista em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho - UNIMEP (2008), mestra (2012) e doutora (2017) em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP. Desde março de 2022 é full member da Organization for Women in Science for the Developing World (OWSD), organização internacional sediada nos escritórios da Academia Mundial de Ciências (TWAS) e vinculada à UNESCO. É pesquisadora dos seguintes grupos de pesquisa: Grupo de Estudos Sobre Organização da Pesquisa e da Inovação GEOPI (DPCT/IG/Unicamp), Laboratório de Estudos de Educação Superior -LEES (NEPP/Unicamp), Grupo de Estudos sobre Relações entre Universidade e Sociedade - GRUS (LABJOR e FCA Unicamp), e Grupo de Estudos de Direito Autoral e Industrial - GEDAI (UFPR). Advogada com experiência em Direito Civil, Empresarial e Trabalhista (OAB/SP 228.979). Entre 2005 e 2016 lecionou nos cursos de Direito, Administração, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Serviço Social e nos cursos de gestão do Centro Universitário Assunção (UNIFAI), tendo ministrado diferentes disciplinas: introdução ao estudo do direito; direito do consumidor; direito empresarial; ética e cidadania; direito do trabalho; entre outras. Tem interesse nas seguintes temáticas: direitos humanos; relações trabalhistas; diáspora brasileira de C,TI; mobilidade acadêmica, direito da propriedade intelectual; inovação; relação universidade sociedade - terceira missão (com ênfase no papel do ensino superior no desenvolvimento local e no engajamento com o seu entorno). 

André Bueno, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Economista com experiência em análise de dados, modelagem insumo-produto e avaliação de impacto socioeconômico. Tem conhecimento sobre as bases estruturantes do IBGE (PIA, PINTEC, PAS e PAC) para a construção e interpretação de indicadores de desempenho setorial, de comércio exterior e de produtividade. Mestre e doutor em Ciências Econômicas pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE-Unicamp). Atualmente é pesquisador dos grupos Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT) e Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (CECON), ambos do Instituto de Economia da UNICAMP. Possui como principal tema de estudo a importância do setor de infraestrutura seus investimentos para o desenvolvimento econômico brasileiro.

Gabriela Araujo Tetzner, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Bacharel em Nutrição pela Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade de Campinas (UNICAMP). Integrou a equipe do Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e Inovação (Lab-GEOPI) do Instituto de Geociências (IGE-UNICAMP) como bolsista de Treinamento Técnico Nível 3 da FAPESP.

Luiza Maria Bezerra, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutora em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 2013), mestre em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia e bacharel em Ciências Econômicas pelo UNITRI. É pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC/APTA/SAA-SP), vinculada à Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento de Grãos e Fibras, e Diretora Técnica do Serviço de Produção de Sementes Genéticas. Atua na avaliação de resultados e impactos de tecnologias agrícolas, programas de pesquisa, políticas públicas e trajetórias de carreira docente. É pesquisadora associada ao Lab-GEOPI/UNICAMP, colaborando em estudos sobre organização da pesquisa, indicadores de ciência e tecnologia e trajetórias de carreira docente.

Enviado

09/07/2026

Postado

23/07/2026

Como Citar

A geopolítica da produção científica e a nova configuração das redes globais. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16854

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Dados de financiamento

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito