Estratégias de ensino de inglês como língua estrangeira para estudantes neurodivergentes: uma revisão sistemática com implicações para o contexto latino-americano
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16515Palavras-chave:
ensino de inglês, estratégias didáticas, educação inclusiva, neurodivergênciaResumo
Esta revisão sistemática teve como objetivo identificar e analisar estratégias de ensino do inglês como língua estrangeira dirigidas a estudantes neurodivergentes, bem como examinar seus efeitos na aprendizagem linguística e nos processos de inclusão educacional. A temática é relevante porque estudantes com TEA, TDAH, dislexia e outras condições do neurodesenvolvimento podem enfrentar barreiras específicas na aprendizagem de línguas estrangeiras quando metodologias, avaliações e recursos pedagógicos não consideram a diversidade cognitiva. Foram analisados estudos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis em texto completo, em inglês ou espanhol, e indexados nas bases Scopus e Web of Science. Foram incluídas pesquisas desenvolvidas em contextos educacionais formais, escolares ou de ensino superior, e excluídos estudos centrados em populações não neurodivergentes, contextos clínicos, ensino de outros idiomas ou documentos sem revisão por pares. De um total inicial de 159 registros, 22 estudos foram incluídos na síntese final. A análise considerou estratégias didáticas, tipo de neurodivergência, nível educacional, desenho metodológico, principais resultados e categorias temáticas. Os achados evidenciam seis eixos principais: tecnologias digitais e ferramentas visuais, adaptação de metodologias inclusivas, desenvolvimento de habilidades linguísticas, acessibilidade educacional, dimensão emocional e avaliação com apoio individualizado. Em conjunto, a evidência mostra que a aprendizagem do inglês em estudantes neurodivergentes é possível e benéfica quando são incorporadas metodologias flexíveis, ensino multissensorial, apoios visuais, tecnologia inclusiva, rotinas claras, andaimagem educacionais e sensibilidade docente. Recomenda-se fortalecer a formação de professores, elaborar adaptações viáveis para a sala de aula, promover avaliações flexíveis e desenvolver pesquisas contextualizadas para a América Latina e o Chile.
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