Transição energética ou adaptação do capitalismo fossilista? Megaprojetos “renováveis” e conflitos territoriais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16267Palavras-chave:
Mudanças climáticas, Transição energética, Energias renováveis, Capitalismo fossilistaResumo
A transição energética renovável é considerada fundamental para mitigar as mudanças climáticas. Por isso, buscou-se analisar se a transição energética “verde” representa uma mudança socioeconômica estrutural ou se constitui apenas uma adaptação do capitalismo fossilista para assegurar seu modelo de produção insustentável. A pesquisa, de caráter analítico e explicativo, baseou-se em revisão crítica da literatura e em documentos institucionais, visando problematizar a transição energética “verde”. No Brasil, a hidroeletricidade e os parques eólicos foram tomados como exemplos empíricos das contradições desse processo. Os resultados indicam que a transição energética renovável opera predominantemente como uma estratégia de adaptação do capitalismo fossilista, sendo o discurso da sustentabilidade mobilizado para legitimar a expansão de empreendimentos energéticos que seguem produzindo impactos e conflitos territoriais. Portanto, o estudo contribui para o campo da Geografia Crítica ao evidenciar os limites da transição energética “verde” no capitalismo.
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