Estratégias de governos locais municipais para mitigar riscos ambientais e de saúde: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16136Palavras-chave:
Governo local, Gestão ambiental, Saúde pública, Gestão de resíduos, Participação comunitáriaResumo
A gestão de resíduos sólidos urbanos transcendeu a esfera da logística municipal para se tornar um fenômeno de governança onde os imperativos de saúde pública e a sustentabilidade ambiental se confrontam. Esta pesquisa examina a capacidade de resposta institucional às externalidades negativas para a saúde resultantes da má gestão de resíduos. Seguindo o rigor processual do protocolo PRISMA 2020, foi implementada uma revisão sistemática para identificar padrões emergentes na gestão de resíduos. O processo de purificação analítica permitiu-nos selecionar uma amostra crítica de 25 artigos extraídos de um universo inicial de 138 registos nas bases de dados Scopus, Web of Science e SciELO, estabelecendo assim um quadro de observação limitado ao período de 2021-2026 para determinar as tendências predominantes na literatura especializada. A transição para uma economia circular e a inclusão de recicladores locais são avanços notáveis; No entanto, fatores como a insegurança financeira e a falta de continuidade política acabam por minar a eficácia real desses processos. Os resultados também alertam que a persistência de lixiviados e emissões em setores marginalizados aprofunda as desigualdades ambientais. Em última análise, a conclusão é que a eficiência municipal não reside na mera inovação técnica, mas na concepção de modelos preventivos que integrem efetivamente as realidades socioeconômicas do território com políticas de resiliência a longo prazo.
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