USO DE PSICOFÁRMACOS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16113Palavras-chave:
Acolhimento institucional, Medicalização, Psicofármacos, Saúde mental infantojuvenil, RacismoResumo
Este estudo busca identificar e analisar o uso de psicofármacos por crianças e adolescentes em acolhimento institucional no município de Vitória (ES). Trata-se de pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualiquantitativa e documental retrospectiva, que analisou registros em sete Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICAs) entre dezembro de 2023 e junho de 2025. Os resultados apontam que 31,7% dos acolhidos utilizavam psicofármacos, com alta incidência de polifarmácia. A população medicada é predominantemente masculina (58,3%), adolescente (70,8%) e negra. A risperidona foi a substância mais prescrita. Identificou-se que 77,4% das prescrições visavam o manejo de problemas externalizantes. Indivíduos negros apresentaram 16% mais chance de receber medicação para sintomas externalizantes em comparação aos brancos. Conclui-se que as taxas de prescrição superam as estimativas populacionais de transtornos mentais, alertando para a medicamentalização como ferramenta de controle de corpos. O estudo destaca a urgência de fortalecer o trabalho intersetorial e enfrentar o racismo, o capacitismo e as opressões nas práticas de cuidado.
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Copyright (c) 2026 Ricardo Arantes, Bruna Lidia Taño, Ingrid Bohn

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- Os dados que sustentam os achados desta pesquisa não podem ser compartilhados publicamente devido à natureza sensível das informações, que incluem prontuários de saúde, prescrições médicas e documentos judiciais de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional. O sigilo e a privacidade dos participantes foram garantidos conforme aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.


