DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/1980-549720210014.supl.1
Tendências em fatores sociodemográficos e de estilo de vida associados ao comportamento sedentário em adultos brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-549720210014.supl.1Palavras-chave:
Comportamento sedentário, Tempo de tela, Estilo de vida, Estudos transversais, Fatores de risco, Fatores de proteçãoResumo
Objetivo: Analisar fatores sociodemográficos e de estilo de vida associados ao comportamento sedentário baseado em tempo de tela (assistir televisão ≥3 horas/dia) entre brasileiros adultos. Métodos: Análise quantitativa de dez edições do inquérito de saúde de delineamento transversal VIGITEL, representativo em nível populacional. Indivíduos de capitais estaduais residentes em domicílios com telefone fixo foram selecionados aleatoriamente e entrevistados via questionário estruturado por telefone. Estimou-se modelo de regressão logística multivariada para identificação de fatores associados ao comportamento sedentário. Resultados: Observou-se tendência estável na prevalência de comportamento sedentário entre 2008 e 2017. Verificou-se maior prevalência de comportamento sedentário entre indivíduos com padrões de comportamento menos saudáveis: consumo de <2 itens alimentares in natura (vegetais, frutas e feijões) por dia (26,73% [95%CI 25,2%;28,31%]) em comparação ao consumo de ≥2 itens por dia (23,79% [95%CI 21,92%;25,77%]); consumo de refrigerantes em ≥5 dias por semana (31,24% [95%CI 29,58%;32,95%]) em comparação a <5 dias por semana (23,82% [95%CI 22,2%;25,52%]); e prática de atividade física <150 minutos por semana (28,2% [95%CI 26,17%;30,33%]) em comparação a ≥150 minutos por semana (22,54% [21,27%;23,86%]). Consumir alimentos in natura (OR=0.984); praticar atividade física (OR=0.798) e residir em município de maior renda (OR=0.826) representaram fatores de proteção ao comportamento sedentário baseado em tempo de tela, enquanto consumo de refrigerantes (OR=1.440), fumo (OR=1.375) e abuso de álcool (OR=1.334) representaram fatores de risco. Conclusão: A adoção do comportamento sedentário baseado em tela entre indivíduos adultos no Brasil apresentou associação significativa com fatores comportamentais modificáveis no período 2008-2017.
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Copyright (c) 2020 Lucas Akio Iza Trindade , Flavia Mori Sarti

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