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Tempo de sobrevida e distância para acesso a tratamento especializado por pessoas vivendo com HIV/Aids no estado de Alagoas, Brasil

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  • Géssyca Cavalcante de Melo Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió, Alagoas, Brasil https://orcid.org/0000-0002-6774-857X
    • Aline Carla Araújo Carvalho Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió, Alagoas, Brasil
      • Anderson da Silva Moreira Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió, Alagoas, Brasil
        • Julya Thereza dos Santos Paixão Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió, Alagoas, Brasil

          DOI:

          https://doi.org/10.1590/1980-549720210019.supl.1

          Palavras-chave:

          HIV, Aids, Análise de Sobrevida, Acesso aos serviços de saúde, Desigualdades em saúde

          Resumo

          Objetivo: avaliar o efeito da distância entre o local de residência e de tratamento especializado sobre o tempo de sobrevida de pessoas vivendo com HIV/Aids em Alagoas, Nordeste do Brasil. Métodos: utilizou-se dados dos sistemas de notificação e mortalidade relacionados a indivíduos com idade ≥ a 13 anos diagnosticados com a infecção entre 2007 a 2013. Os casos foram observados por um tempo de seguimento até dezembro de 2017. Foi adotado o teste qui-quadrado de Pearson, método Kaplan Meier e regressão de Cox para as análises de acordo com o desfecho do caso, local da moradia, distância até a unidade de saúde, tamanho populacional do município de residência, sexo, cor/etnia e idade. Resultados: Dos 2732 casos analisados, 760 evoluíram para óbito por causas relacionadas à Aids. A estimativa média do tempo de sobrevida dos indivíduos residentes na capital foi de 98,6 meses (IC 95%: 96,1–101). Entre os residentes nos municípios do interior, a estimativa foi de 92,7 meses (IC 95%: 89,3–96,1). Houve diferença significativa nas curvas em todo o período. O grupo residente no interior e daqueles que viajavam a uma distância > 70 Km apresentaram razão de risco médio de óbito maior (RR 1,21, IC 95%: 1,05–1,4 e RR 1,18, IC 95%: 1,01-1,39, respectivamente). Conclusão: residir na capital ou próximo dela diminui o risco relativo médio de óbito. A fim de aumentar o tempo de sobrevida dos pacientes com HIV/Aids em Alagoas, sugere-se descentralizar a assistência especializada, ou seja, criar centros regionais para atendimento dessas pessoas.

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          Postado

          14/12/2020

          Como Citar

          Tempo de sobrevida e distância para acesso a tratamento especializado por pessoas vivendo com HIV/Aids no estado de Alagoas, Brasil . (2020). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1980-549720210019.supl.1

          Série

          Ciências da Saúde

          Plaudit