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A geografia do feminicídio em Sergipe, Brasil: matriarcado, desenvolvimento humano e distribuição de renda

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  • Yamilla Ramos Carvalho de Sá Department of Dentistry, Federal University of Sergipe. Aracaju (SE), Brazil
    • Paula Cristina Pedroso Moi Center for Postgraduate Studies in Administration, Federal University of Bahia. Salvador (BA), Brazil
      • Noemi Dreyer Galvão Institute of Collective Health, Federal University of Mato Grosso. Cuiabá (MT), Brazil.
        • Ageo Mário Cândido da Silva Institute of Collective Health, Federal University of Mato Grosso. Cuiabá (MT), Brazil
          • Gisele Pedroso Moi Department of Dentistry, Federal University of Sergipe. Aracaju (SE), Brazil https://orcid.org/0000-0002-5901-5042

            DOI:

            https://doi.org/10.1590/1980-549720210016.supl.1

            Palavras-chave:

            Homicídio, Violência baseada no gênero, Mortalidade, Epidemiologia, Estudos Ecológicos, Análise espacial

            Resumo

            Objetivo: Esta pesquisa analisou a distribuição espacial conjunta e explorou possíveis associações entre aspectos epidemiológicos e taxas de feminicídio, nos municípios do Estado de Sergipe, localizados no nordeste brasileiro. Metodologia: Um estudo ecológico exploratório investigou a autocorrelação espacial global de aspectos epidemiológicos com taxas de feminicídio em municípios do Estado de Sergipe - Brasil (n = 75), no período 2013-2017, utilizando a estatística de Moran “global” e “local” e uma regressão espacial múltipla, tendo como variáveis a condição socioeconômica, a situação demográfica, os serviços e estado de saúde, taxas de feminicídio. Os softwares utilizados foram Stata 11.0, SPSS 18.0 e GeoDa 0.95-i. Resultados: A distribuição espacial das taxas de feminicídio não foi aleatória e apresentou elevada autocorrelação espacial e predomínio de agrupamentos espaciais significativos de municípios com as maiores taxas de mortalidade por feminicídio na região central do Estado de Sergipe. Na regressão múltipla, o percentual de mulheres chefes de família e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal associaram-se positivamente às taxas de feminicídio nos municípios sergipanos no período estudado (p <0,05). Situação oposta ocorreu entre o Índice GINI e as taxas de feminicídio. Conclusões: Este é o primeiro estudo que analisa os fatores associados aos clusters espaciais das taxas de feminicídio em um espaço geográfico onde há predomínio da cultura patriarcal. Houve aumento do feminicídio em localidades onde há menor desigualdade social, maior desenvolvimento humano e maior autoridade exercida pelas mulheres no ambiente familiar.

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            Enviado

            15/12/2020

            Postado

            15/12/2020

            Como Citar

            A geografia do feminicídio em Sergipe, Brasil: matriarcado, desenvolvimento humano e distribuição de renda. (2020). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1980-549720210016.supl.1

            Série

            Ciências Humanas

            Plaudit