Ganho ou atrofia? Proposta de um “Protocolo de Segurança Cognitiva e Funcional” para o uso de inteligência artificial baseado na teoria da extensão/amputação, de Marshall McLuhan
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15959Palavras-chave:
Protocolo de segurança em IA, Inteligência Artificial, Marshall McLuhan, Amputação cognitiva, Reversibilidade em IAResumo
A integração da Inteligência Artificial (IA) nas atividades humanas contemporâneas gera um paradoxo entre o ganho de produtividade e a atrofia das faculdades mentais. Este artigo propõe a elaboração de “Parâmetros de Segurança de Interface Cognitiva”, um protocolo de triagem operacional fundamentado na teoria de Marshall McLuhan sobre as mídias como extensão e amputação, aliado ao conceito contemporâneo de descarregamento cognitivo (cognitive offloading). O objetivo é oferecer uma heurística de decisão que identifique o equilíbrio entre a expansão das capacidades intelectuais e o risco de obsolescência funcional do indivíduo. A metodologia do protocolo consiste na estruturação de uma matriz de análise composta por cinco eixos fundamentais e dez nuances analíticas, que avaliam desde a inovação absoluta até o potencial de reversibilidade das tarefas delegadas. Os resultados culminam em um protocolo que visa atuar como uma ferramenta de mitigação da “anestesia tecnológica”, preservando o lastro cognitivo e a autonomia do usuário diante da automação. Conclui-se que a reversibilidade é a variável crítica para garantir que a IA permaneça como uma ferramenta de expansão e não como um agente de diminuição da autonomia intelectual, apontando-se a necessidade de validações neurocientíficas em estudos subsequentes.
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