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Primeiro registro confirmado de Perna viridis (Bivalvia) no Nordeste brasileiro: invasão do mexilhão-verde na Bahia

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15817

Palavras-chave:

Bioinvasão, rigor taxonomico , validação de dados, distribuição geográfica, morfometria

Resumo

introdução de espécies exóticas invasoras é uma das principais ameaças à biodiversidade e ao funcionamento de ecossistemas costeiros. O mexilhão-verde Perna viridis, bioinvasor originário da região Indo-Pacífica, teve sua ocorrência na costa brasileira historicamente restrita às regiões Sudeste e Sul, com ocorrências incertas para o Nordeste. Este estudo reporta o primeiro registro confirmado da espécie no Nordeste do Brasil, na Enseada dos Tainheiros, Baía de Todos-os-Santos (Bahia). A identificação taxonômica baseou-se em caracteres morfológicos diagnósticos, enquanto a população foi caracterizada através de análises biométricas e ecológicas. A identidade da espécie foi confirmada pela presença da cicatriz do músculo adutor posterior em formato reniforme, caráter determinante para a distinção de outros mitilídeos nativos, retificando equívocos prévios de distribuição na região. As análises revelaram forte correlação entre biomassa e crescimento estrutural, com alometria positiva (b = 1,24), além de ampla variação no índice de condição (10,5 a 50,5), evidenciando elevada plasticidade fisiológica. A estrutura populacional composta por múltiplas coortes sugere um recrutamento contínuo, indicando que a espécie se encontra estabelecida e em fase de expansão na área. A associação preferencial com substratos artificiais reforça a influência de vetores antrópicos na dispersão da espécie. Os resultados demonstram que a Baía de Todos-os-Santos oferece condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento de P. viridis, consolidando-se como um potencial núcleo de dispersão no Nordeste. Recomenda-se a implementação de monitoramento contínuo e planos de manejo para mitigar os impactos ecológicos e socioeconômicos derivados desta bioinvasão.

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Biografia do Autor

Walter Ramos Pinto Cerqueira, Universidade Estadual de Feira de Santana

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Bahia (1995), Mestre em Ciências (Geologia Costeira e Sedimentar) pela Universidade Federal da Bahia (2002) e Doutor em Ciências Marinhas Tropicais pelo Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (2012). Professor Titular B da Universidade Estadual de Feira de Santana. Tem experiência na área de Zoologia, em Taxonomia de Echinodermata (ênfase em Ophiuroidea), e em Ecologia, com Ecologia de Populações e Comunidades Bentônicas. Curador das coleções e Coordenador da Divisão de Invertebrados Aquáticos do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Feira de Santana. Vice-Coordenador do Museu de Zoologia da UEFS de 2022 a 2024. Atualmente coordenador da Área de Zoologia do Departamento de Ciências Biológicas da UEFS. Foi Conselheiro Suplente do Conselho Regional de Biologia da 5a. Região de 2004a 2008 e Coordenador de Extensão do Departamento de Ciências Biológicas da UEFS de 2012 a 2014. Atualmente participa do grupo de pesquisa do CNPq Biologia Reprodutiva, EcoFisiologia, Etnoecologia e Conservação de invertebrados marinhos e estuarinos com ênfase moluscos bivalves e equinodermos da Universidade Estadual do Paraná  e é lider do Grupo de Pesquisa Taxonomia e bioecologia de invertebrados da costa do estado da Bahia.

Gabriele Costa Ramos, Universidade Estadual do Paraná

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) Campus Paranaguá; Durante a graduação realizei iniciação científica na área de zoologia com crustáceos decápodes, usando esse grupo como bioindicador de contaminação ambiental no Laboratório de Ecologia e Conservação (LABEC). Desenvolveu projetos de Iniciação Científica e Tecnológica contemplados pela Fundação Araucária e pelo Programa REBIMAR.

Guilherme Mischur Nascimento, Universidade Estadual do Paraná

raduando em Ciências biológicas pela UNESPAR "Unisversidade estadual do Paraná", atuando como estagiário do LABMAR "Laboratório de biologia marinha. No projeto de extensão: Conectando Comunidades à Conservação Marinha: O Impacto de Espécies BentônicasNão-nativas, financiado pela ITAIPU-Parquetec. o projeto foca na pesquisa sobre a ecologia e dispersão das espécies invasoras no CEP "Complexo estuarino de Paranaguá", também com a divulgação dos resultados para a população, buscando um enfoque na ciência-cidadã. Tenho um foco em ecossistemas marinhos e as principais mudanças causadas pelo câmbio climático as margens zonas antrópicas, fatores bióticos e abióticos e o seus efeitos nas comunidades bentônicas, além dos efeitos sobre as tramas tróficas.

Yara Aparecida Garcia Tavares, Universidade Estadual do Paraná

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Bacharelado:1989 e Licenciatura:1991), mestrado (1996) e doutorado (2004) em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná. Foi Professor Celetista do Magistério Superior do Estado do Paraná (2005) na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) campus Paranaguá. Entre os anos de 2006 a 2025 pertenceu ao Quadro Permanente de Professor do Magistério Superior do Estado do Paraná, como docente da UNESPAR. Lecionou durante 20 anos nos cursos de graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura). Atua desde 2019 no Programa de Pós-graduação em Ambientes Costeiros e Insulares (Mestrado em Ciências Ambientais). Tem expertises nas áreas de Zoologia Aplicada (Fisiologia de Grupos Recentes) e Autoecologia atuando nas temáticas: dinâmica populacional e biologia reprodutiva (gametogênese, índices fisiológicos e alocação de energia com enfoque em bioquímica tecidual) tendo como grupos alvo: invertebrados marinhos e estuarinos (ênfase em Mollusca e Echinodermata). Coordenou e participou de projetos de extensão em Educação Patrimonial (Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná) e Divulgação Científica (UNESPAR). Desenvolveu projetos financiados pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, MEC/MinC (PROEXT) e Fundação Araucária (Governo do Estado do Paraná). Foi Assessora de Pesquisa e Pós-Graduação da UNESPAR campus Paranaguá em 2009. Atua como revisora ad hoc de periódicos como Biotemas, Invertebrate Development and Reproduction, J. of Sea Research, Brazilian J. of Biology, Oecologia Autralis, Bol. Instituto de Pesca e Ocean and Coastal Research). Foi consultora técnica do Programa de Monitoramento Ambiental (Terminal de Contêineres de Paranaguá- TCP entre 2012 a 2021. Foi membro efetivo do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Paranaguá (PR) entre 2011 a 2015. Participou do Programa de Pesquisas Científicas nas Ilhas Oceânicas do Brasil (PROTRINDADE)/ SECIRM/MB entre 2014 a 2016. Realizou estágio de pós-doutoramento no Instituto de Biologia/UFBA (antigo PPG de Diversidade Animal) durante 12 meses entre 2017 e 2018). Em 2019 torna-se Professor Associado C, último nível de progressão funcional nessa IES. Lidera desde 2021 o GP/CNPq Biologia Reprodutiva, EcoFisiologia, Etnoecologia e Conservação de invertebrados marinhos e estuarinos com ênfase moluscos bivalves e equinodermos e é vice-líder do GP/CNPq Taxonomia, Ecologia e Biologia Reprodutiva de Invertebrados Aquáticos Costeiros e Oceânicos. Coordenou de 2024 a 2025 o Núcleo Docente Estruturante do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas do campus de Paranaguá. Coordenou de 2022 a 2024 o processo de avaliação do status de conservação do grupo Echinodermata para a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas nos Estados do Paraná e Santa Catarina, como consultora da organização Mater Natura. Em 2024 realizou estágio de pós-doutoramento por 9 meses no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana onde colaborou no PPG de Ecologia e Evolução. Em 2025 se aposenta (junho) e se credencia (julho) no Programa de Programa Professor Sênior da UNESPAR (RESOLUÇÃO 007/2015 CAD). Atua voluntariamente (desde agosto de 2025) no Programa de Extensão Universitária do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Feira de Santa (MZUEFS).

Postado

05/05/2026

Como Citar

Primeiro registro confirmado de Perna viridis (Bivalvia) no Nordeste brasileiro: invasão do mexilhão-verde na Bahia. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15817

Série

Ciências Biológicas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito