Tecnologias de aprendizagem imersiva em Arquitetura e Urbanismo: uma revisão crítica em quatro dimensões
DOI:
https://doi.org/10.1590/1982-57652026v31id291184Palavras-chave:
tecnologia de aprendizagem imersiva, teoria e história da arquitetura e urbanismo, avaliaçãoResumo
O uso de Tecnologias de Aprendizagem Imersiva (TAI) popularizou-se nos últimos anos. Este artigo propõe uma análise crítica de sua implementação no ensino de teoria e história da arquitetura, com a inovação metodológica de uma régua analítica em quatro dimensões (sensorial, cognitiva, emocional e social). A partir de revisão bibliográfica e da análise de três estudos de caso (realidade virtual imersiva, realidade aumentada e aprendizagem em plataformas de jogos), buscou-se compreender os alcances e limites pedagógicos dessas tecnologias. Os resultados demonstram que as dimensões sensorial e emocional são privilegiadas, especialmente com o recurso da reconstrução digital de edifícios, campo avançado na arquitetura, que promove a imersão. As questões cognitivas são destaques nas experiências que usam a gamificação, nas quais a narrativa, personagens e desafios são estímulos à aprendizagem quando tarefas se alinham aos níveis superiores da Taxonomia de Bloom revisada, permitindo análise e criação, como demonstram experiências em estúdios imersivos. Entretanto, pouco se explora as questões sociais da aprendizagem, com pouca ou nenhuma atividade colaborativa ou interdisciplinar. Tais achados alertam também para riscos de sobrecarga cognitiva em ambientes hiper-realistas. Este estudo, apesar das suas limitações de escopo e abordagem, abre a discussão para a implementação e análise crítica das TAI no ensino de teoria e história da arquitetura e urbanismo e em áreas afins. Conclui-se que, para ampliar o potencial das TAI, é necessário desenhar práticas inclusivas, colaborativas e articuladas a princípios como o Design Universal para a Aprendizagem, além de refletir sobre implicações metodológicas e curriculares.
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